Lisa Garden em entrevista |exclusivo|

anabloom012Lisa Garden é cantora, reside no Norte do país e tem experiência no campo da música. Editou alguns temas em 2010, num estilo pop dance, que marcou a sua carreira. Um dos seus temas, Okay D Jay fez parte da 7ª série de Morangos Com Açúcar. Ficou conhecida com o nome de Ana Bloom e participou no último trabalho de Pedro Saraiva, autor do tema que irá interpretar um tema em inglês, num estilo pop dançável, onde partilha a autoria do tema.

Passamos a transcrever a entrevista que Lisa Garden nos concedeu esta tarde.

Festivais da Canção – Que significado tem para si pisar do palco do Festival da Canção pela primeira vez?
Lisa Garden – Para mim, esta vai ser a primeira vez em que vou pisar um palco a cantar ao vivo. Por isso, sinto que é uma responsabilidade muito grande, o que me causa um certo nervosismo. Mas vou tentar dar o meu melhor e espero que corra bem.

FC – Como encarou o convite do seu compositor para participar no Festival da Canção deste ano?
LG – Quando o Pedro me ligou, admito que fiquei um pouco de pé atrás, porque as ultimas edições do Festival não me agradaram muito a nível musical. Mas depois, quando cheguei ao estúdio e ele me mostrou a lista dos outros participantes, fiquei muito feliz por ver tantos músicos excecionais juntos. Senti-me lisonjeada!

FC – Quais são as expectativas para a sua canção neste Festival?
LG – Eu estou muito orgulhosa do tema que estamos a construir. Acho que tem o seu potencial e que pode perfeitamente chegar à final pelo menos. Nós pensamos em criar algo que seja capaz de contagiar o público de forma positiva. Mas o meu pensamento principal e o que eu realmente desejo, é subir ao palco e conseguir dar tudo de mim, sair do palco com a sensação de dever cumprido e feliz com o que fiz, porque a canção merece que assim seja.

FC – Como descreve o seu tema poeticamente?
LG – A nível de letra, escrevi um tema com um teor metafórico. Não é dirigido a uma pessoa em específico. É apenas uma forma que encontrei para exorcizar os meus fantasmas, nesta nova fase da minha vida em que estou a entrar de pés e cabeça na música. É um texto pouco complexo que saiu de forma bastante natural, talvez devido ao que estava a sentir no momento, mas acho que funciona bem.

FC – Fale-nos da sua canção e tente enquadrá-la num ou em mais dos estilos musicais existentes.
LG – A música ainda está a ser trabalhada, mas posso adiantar que se enquadra no género Nu-Disco.

FC – Este ano a RTP decidiu optar por um novo modelo de votação, sendo que a escolha dos finalistas irá ser por televoto e por votação de um júri de sala. Concorda com este método de votação? Porquê?
LG – Concordo sim! Porque a opinião do público é importante, visto que dentro do Festival é escolhida uma música para representar o País e por outro lado, havendo um júri com experiência para avaliar as prestações dos artistas em palco e as músicas, penso que o resultado das decisões será muito mais equilibrado.

FC – Qual o estilista que vai cuidar da sua imagem no Festival da Canção?
LG – Quem vai cuidar da minha imagem vão ser três profissionais da área que trabalham para o Festival.

FC – Na Eurovisão e no Festival da Canção só são permitidos seis elementos em palco. Quantos elementos irão estar consigo no palco e que funções desempenharão?
LG – Ainda não está definido.

FC – Conhecidos os 16 intérpretes deste Festival com qual dos restantes 15 preferia extra-concurso fazer um dueto, caso isso lhe fosse proporcionado?
LG – Visto que a minha técnica de canto pertence ao R&B e Soul, gostava muito de puder trabalhar com o Héber e seria uma honra puder aprender com ele.

FC – A RTP decidiu dar liberdade na escolha do idioma para apresentar os temas a concurso. Há quem defenda que para se triunfar na Eurovisão teríamos que apresentar um tema em inglês, no entanto, outros referem que se deve cantar sempre na nossa língua, defendendo assim as nossas tradições e identidade. Em qual destas duas correntes se insere?
LG – Eu acho que não pudemos ser individualistas. Não querendo claro apontar seja o que for a quem compõe em português… até porque eu sou uma grande amante do Hip Hop Nacional, por exemplo. Mas não temos que ser contra quem compõe numa outra língua seja para que fim for. O nosso planeta tem demasiados dialetos e já existe tanta falta de comunicação e compreensão entre pessoas que partilham a mesma língua… quanto mais entre idiomas diferentes! E se queremos partilhar uma mensagem, porque não fazê-lo de forma a que toda a gente possa entender?! Não gostamos menos do nosso País por isso.

FC – Complete a frase: “Representar Portugal na Eurovisão seria…”
LG – … uma honra.

Agradecemos a Lisa Garden a concessão desta entrevista e desejamos sorte para a participação no Festival da Canção 2017.

Veja no vídeo em baixo um dos temas mais conhecidos de Lisa Garden, Oh Baby.


Fonte: Lisa Garden, Festivais da Canção

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