Rita Redshoes em entrevista |exclusivo|

Rita Red Shoes

Rita Redshoes

Rita Redshoes é o nome artístico de Rita Pereira, nascida em Lisboa, a 10 de julho de 1981.
É cantora, letrista, compositora e multi-instrumentalista, toca piano, guitarra, bateria, metalofone e sintetizador. A sua carreira começou ainda na escola onde era baterista de uma banda em 1996. Continuou a fazer parte de alguns projetos musicais até que em 2003 foi convidada para teclista da banda que acompanhava David Fonseca ao vivo. Em 2006 fez um dueto com este cantor que se tornou um grande sucesso. Em 2007 alterou o seu nome para Rita Redshoes, numa inspiração do filme O Feiticeiro de Oz, e lançou o seu primeiro trabalho a solo no ano seguinte, com 12 músicas cantadas em inglês, intitulado Golden Era. Ao longo dos seus quatro trabalhos Rita Redshoes tem privilegiado a língua inglesa, à exceção deste seu último trabalho editado no mês passado que conta com três temas em português. Golden Era (2008), Lights & Darks (2010), Life Is A Second Love (2014) e Her (2016) são os seus quatro trabalhos discográficos.
Rita Redshoes é a compositora e co-autora da canção nº4 da primeira semifinal do Festival da Canção 2017 que terá lugar no dia 19 de fevereiro.
Esta compositora e intérprete editou um novo álbum recentemente com o nome de Her que foi por nós considerado com um dos melhores de 2016.

Em entrevista ao nosso site esta compositora referiu que encarou o convite para participar no festival com muita surpresa e citamos quando recebi o convite da RTP fiquei muito honrada obviamente porque é um daqueles programas que sempre gostei e um programa de família e que marcou muito a minha infância. Acrescentado que nunca imaginou mesmo enquanto compositora vir a estar associada ao Festival da Canção e refere é uma grande honra e uma surpresa muito grande que tive.

Rita Redshoes não tem acompanhado os últimos Festivais da Canção por vários motivos um deles é o facto de não ver muita televisão e outra é justificado por evento ter sido pouco apelativo, nos últimos anos.

Sobre a sua aposta para o Festival da Canção 2017 a nossa entrevistada referiu que a sua composição não se afasta muito daquilo que habitualmente faz para um disco seu. Quando compôs a canção sentiu que não seria para ela própria interpretar porque se fosse teria que mudar alguma coisa e citamos Tive a sensação isto não é para mim, não é para eu cantar. É uma canção que não fugindo àquilo que eu costumo fazer tem uma sonoridade clássica, um bocadinho antiga, onde há cordas um bocado orquestrada, onde a melodia tem um forte papel, respeitei um bocadinho a minha forma de escrever música. É uma canção onde essas coisas estão presentes, uma sonoridade clássica, um bocadinho vintage, com um grande final onde os refrões são assim dois momentos muito fortes, em contraste com o resto da canção.

Rita Redshoes confirma que a sua canção vai ser apresentada em português com a letra em co-autoria com o seu irmão Senhor Vulcão. A compositora revelou-nos o título da sua canção – O que eu vi nos meus sonhos  – face a já serem conhecidos, até agora, seis dos oito títulos das canções concorrentes na Primeira Semifinal, com este passam a sete.

No que se refere à opção de apresentar uma canção em português no Festival da Canção, a compositora referiu-nos que até determinada altura esteve em dúvida em relação ao idioma a escolher, tendo tido inclusivamente uma letra em inglês para a canção, neste caso seria a autora e compositora do tema. Porém, indo ao encontro do que aconteceu no seu último CD (Her) onde incluiu três temas em português e uma vontade de continuar a compor em português, Rita refere Pareceu-me lógico que a mensagem fosse em português e também porque para mim é um desafio e ainda o querer incluir o meu irmão, porque gostava e de alguma forma associo o Festival da Canção a uma coisa familiar e essa ideia mim foi muito agradável. Acabei por pensar em chamar o meu irmão que escreve em português… e como é o nosso festival achei que faria sentido.

No que concerne à escolha da sua intérprete que é a Deolinda Kinzimba, Rita Redshoes disse-nos que não acompanha nem é apreciadora dos concursos para novos talentos e que não foi daí que conheceu a Deolinda Kinzimba. Como fazem parte da mesma editora conheceu esta intérprete num jantar de Natal da editora e durante esse jantar aconteceu uma sessão de karaoke entre os presentes e foi aí que ouviu pela primeira vez a voz Deolinda e citamos Gostei muito da voz dela e da sua postura, ela é muito musical e muito simples.
Até este jantar de Natal Rita Redshoes ainda não tinha intérprete e quando foi a altura de se decidir pensou na Deolinda Kinzimba e voltamos a citar Eu tenho uma paixão por vozes fortes e com um lado soul que ela tem e pensei aqui está uma boa hipótese para propor à Deolinda uma coisa diferente e tive a sorte de ela dizer que sim.

No que se refere à apresentação da sua canção em palco e confrontada com o facto de a imagem ser muito privilegiada no Festival da Eurovisão, Rita Reshoes respondeu-nos que o ideal seria ter uma orquestra em palco, mas como isso não é possível e  tendo em conta as características da sua canção acha que Vai ser um momento de intensidade, de alguma tensão, acho que é um momento para ouvir música, não para grande festa, nem grande distração.

Acerca dos Festivais da Eurovisão Rita refere que não tem visto estes certames muito sistematicamente. O último que terá assistido foi o de 2015 num serão que passou com umas amigas. A compositora denomina o Festival da Eurovisão como um acontecimento anual, como é também o Concerto de Ano Novo.

A sua canção preferida entre todas as que passaram pelos Festivais da Canção é o Conquistador dos Da Vinci que nos representou no ESC em 1989.

Rita Redshoes deixa a seguinte mensagem aos nossos leitores:
Deixo o convite às pessoas que foram são ou que possam vir ser fãs do Festival a fazer, neste ano, de encontro de novas gerações e não só, em que há uma motivação extra. Ainda por cima conhecemo-nos todos praticamente e há um bom ambiente entre as pessoas e que isso passe para o público. No fundo que seja um reencontro em, que as pessoas se possam juntar para ver o Festival da Canção e usufruir da música porque mais que o concurso é música e festa.

Agradecemos a Rita Redshoes a presente entrevista.

Fonte: Festivais da Canção | Entrevista de Carlos Portelo a Rita Redshoes

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