Gisela João esgotou ontem o Coliseu dos Recreios de Lisboa

Gisela João esgotou ontem o Coliseu dos Recreios de Lisboa. A popularidade desta intérprete cresceu velozmente, por mérito da sua voz e interpretação, com grande ajuda da comunicação social que lhe tem dado muita projeção.

O espetáculo de ontem foi essencialmente preenchido com os temas do seu mais recente trabalho discográfico que se intitula Nua, com versões de grandes fados. Aceda aqui ao nosso destaque a este CD

Ontem Gisela João trouxe ao Coliseu de Lisboa os seguintes temas: temas como Fado para esta noite (César de Oliveira, Rogério Bracinha e de Ferrer Trindade), Há palavras que nos beijam Alexandre O’Neill e Alain Oulman), O Senhor Extraterrestre (Carlos Paião), Sombras do Passado (Ana Sofia Paiva e Frederico Pereira), Naufrágio (Cecília Meireles e Alain Oulman), O Mundo é um Moinho (Cartola), Quando os Outros te Batem Beijo-te Eu (Pedro Homem de Mello e Armando Machado – Fado Aracelia), Noite de S. João (Capicua e José Marques – Fado Triplicado), Naquela Noite em Janeiro (Francisco Ribeirinho e Acácio Gomes – Fado Acácio),  Llorona (Tradicional) e Meu Amigo Está Longe (Ary dos Santos e Alain Oulman), entre outros.

Esta intérprete de fado tem carisma próprio, o que a distingue entre as demais. Os pontos altos do concerto de ontem residem na voz, interpretação e simpatia de Gisela João. Apenas três adversativas tornaram visualmente este espetáculo kitsch e numa critica que se pretende que seja construtiva, como é nosso hábito, não podemos deixar de referir que o espetáculo de ontem teria sido perfeito com a excelente voz e boa interpretação de Gisela João:

Mas, todo o cenário estava carregado de exagero romântico ou se preferirem muito kitsch, ora vejamos, as nuvens prateadas inspiradas nos balões usados nos aniversários das crianças eram perfeitamente dispensáveis e o nome Gisela em forma de assinatura suspenso no palco podia dar um cunho pessoal de bom gosto se não fosse feito de flores (rosa). Apenas se salvou, em todo o cenário, as cortinas de fitas prateadas que com os efeitos de luzes resultaram muito bem. 

Todavia, o vestido usado pela fadista vinha na linha de coerência do cenário, demasiado curto e feito em flores de tecido. Um vestido nada apropriado ao fado e aos seus sentimentos, pedia-se algo moderno, sim, mas com classe. A maquilhagem da intérprete estava demasiado carregada principalmente nas manchas prateadas no rosto.

Contudo, a postura em palco de Gisela João podia ter sido otimizada, não se justifica começar quase todos as suas atuações sentada e continuar demasiado tempo com esta postura, muitas das vezes em que se levantava dirigia-se para o fundo do palco, de costas voltada para o público e lá ficava algum tempo a cantar, sem justificação artística para tal.

Porém, se não fossem estes mas, todavias e contudos teríamos assistido a um espetáculo memorável. A cantora não tem que se preocupar com estes pequenos, grandes pormenores, mas alguém da produção destes espetáculos terá obrigação profissional de ter estes aspetos em consideração porque o principal Gisela João tem: a sua voz e interpretação, com garra e determinação.

Os encores sucederam-se sempre com a enorme satisfação nos rostos dos quatro elementos de palco: Ricardo Parreira, Nelson Aleixo, Francisco Gaspar e Gisela João.

Fique com os vídeos que captámos para si e com um slide show das nossas fotos do concerto. No final deste texto o alinhamento do concerto de ontem.

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Alinhamento do espetáculo:
1. Quando eu Era Pequenina 2. Labirinto ou Não Foi Nada 3. Maldição
4. Senhor Extraterrestre (Carlos Paião) 5. O Mundo é um Moinho 6. Fado para Esta Noite (César de Oliveira, Rogério Bracinha e de Ferrer Trindade) 7. Fado da Saudade 8. Lá na Minha Aldeia 9. Naufrágio 10. Instrumental 11. Sombras do Passado 12. Há Palavras que nos Beijam 13. Noite de São João 14. As Rosas Não Falam 15. La Llorona.
Encore 1:  16. Naquela Noite em Janeiro 17. (A Casa da) Mariquinhas 18. Vieste do Fim do Mundo 19. Voltaste 20. Bailarico Saloio.
Encore 2:  21. Canto de Rua 22. Meu Amigo Está Longe (Ary dos Santos e Alain Oulman) 23. Velho Fado Corrido.

Fonte: Festivais da Canção | Fotos: © Luís Pereira para Festivais da Canção | Vídeos: © Carlos Portelo para Festivais da Canção

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