Esta Festa das Canções – O nosso painel comenta a canção da Suécia

A Suécia iniciou as suas participações no Festival da Eurovisão em 1958 e desde então apenas se ausentou em 1964, 1970 e 1976.
Este país é um dos mais bem sucedidos no ESC, venceu o certame por seis vezes, a saber: em 1974 com o tema Waterloo pelos ABBA. Dez anos depois voltam a vencer com a canção Diggi-Loo, Diggi-Ley pelos Herreys, em 1991 com Carola e a canção Fångad Av En Stormvind, oito anos depois voltam a ganhar este evento com a canção Take me to your heaven por Charolotte Nilsson, em 2012 Loreen e a canção Euphoria voltam a arrebatar os europeus e em 2015 foi a vez de Måns Zelmerlöw com o seu Heroes levar a taça da Áustria para a Suécia, razão pela qual o ESC2016 se realizou em Estocolmo.
Foram 22 as canções suecas que atingiram o tão desejado Top5. Apenas em 2010 a Suécia não se qualificou para uma final.

Este ano a SVT, estação de televisão da Suécia, através do já habitual Melodifestivalen, apurou a canção I Can’t Go On  por Robin Bengtsson. É a canção nº1 da primeira semifinal. Aceda aqui à nossa ficha para a canção da Suécia.

Comentários dos nossos convidados especiais à canção da Suécia:

Carluz BeloA canção tem várias influências da música pop mais dançável, fazendo-me lembrar algo entre George Michael e Justin Timberlake, o que não é nada mau. Apesar do timbre e da imagem do intérprete serem interessantes, a canção acaba por ser bastante repetitiva, não se destacando melodicamente – à exceção do refrão – que acaba por prender a atenção. 14/20

João FerreiraDesde que os suecos utilizem o Melodifestivalen, como método de seleção para a Eurovisão, terão, no mínimo, uma aposta forte para um Top 10 final no Certame Musical.
A mesma coisa se passa este ano. Não sendo, de todo, uma das minhas canções favoritas, reconheço que “I can’t go on” com influências musicais de Justin Timberlake e Nick Jonas será uma das favoritas a alcançar os 10 primeiros lugares na edição deste ano.
O tema é contemporâneo, comercial e terá no desempenho em palco o seu grande trunfo e neste aspeto os suecos não costumam falhar.
Mas Robin Bengtsson não é de todo um Måns, e não terá as novidades multimédia com que “Heroes” contava para ganhar a Eurovisão, mas a sua passagem à Final é garantida e lutará para figurar nos melhores lugares deste ano. Mesmo assim repetição de fórmulas suecas não me convence. Mas é a Suécia… 13/20

Jorge MangorrinhaSerá que dá para continuar até à final, talvez, é sueca.  15/20

Nina PintoMelodicamente pobre, uma letra muito fraca, a força desta canção reside na apresentação em palco. Tratando-se da Suécia estará provavelmente na final.  08/20

Nuno Marques da SilvaQuando se leva mesmo a sério este concurso é difícil não apresentar bons produtos. Não que morra de amores pela proposta sueca mas é inegável que tudo está bem pensado. Bem ao gosto de muitos dos eurofãs. Não é por acaso que está tão bem cotada nas bolsas de apostas. A letra como também já nos habituaram é completamente banal. 14/20

Pedro SáA SVT este ano é representada pela clara favorita dos júris internacionais. Que preferiram um cantor completamente de plástico, uma apresentação que de naturalidade tem zero. Aliás, para esta apresentação – certamente igual à que veremos em Kyiv – teria sido inteligente escolher um intérprete que contrabalançasse aquilo que bem se nota, de cada pormenor de movimentos estar totalmente estudado e nada dever ao acaso. Conclusão: soa a falso. E já não estamos em 2005. Musicalmente razoável. 10/20

Sérgio Lourosa AlvesUma música totalmente “pop”, muito semelhante a um Justin Timberlake “eurovisivo”, é mais uma aposta da Suécia na inovação em palco, e é por este motivo que obtém esta avaliação. O “styling”, os bailarinos, as passadeiras rolantes, a coreografia, a entrada em palco, é inovação pura em palcos da Eurovisão, mas em relação à voz do intérprete, se retirarmos os coros e isolarmos a sua voz, os falsetes e algumas partes da música não tem o corpo de voz necessário. 17/20

Sofia Lopes VieiraA primeira canção desta semifinal é uma canção pop com poucos elementos que a façam destacar. Tal como a esmagadora maioria das canções desta semifinal, é cantada em inglês e apresenta um refrão que poderá facilmente “ficar no ouvido”. É uma canção dançável, o que poderá ser um elemento apelativo, mas onde a voz acaba por se perder. Na minha opinião, uma canção igual a muitas que já ouvi… 13/20

Comentários dos elementos do site Festivais da Canção à canção da Suécia:

André Miguel GodinhoA rainha da pop na Eurovisão apresenta mais um bom tema, bastante atual e que tem tudo para ser um hit internacional e obter mais um bom resultado para Suécia. 16/20

Carlos PorteloA Suécia na sua praia, uma canção pop muito bem posta em palco, com leds bem escolhidos e com um cantor bonito, apoiado por quatro bailarinos masculinos que não ofuscam o cantor, numa coreografia bem concebida.
Porém a canção não ajuda porque é repetitiva e demasiado vulgar. Porque estamos a falar da Suécia é um dado quase adquirido que é finalista, mas certamente o ESC 2018 não será em terras suecas. 12/20

Gonçalo CoelhoA Suécia é sempre tida como um exemplo no que a finais nacionais diz respeito, mas a edição do Melodifestivalen deste ano soube a muito pouco, tanto ao nível dos temas concorrentes como ao nível de toda a produção do espetáculo. O sucesso que a Suécia tem alcançado nos últimos anos na Eurovisão faz com que, ano após ano, as candidatas a representar o país no certame europeu sejam praticamente todas canções comerciais, plásticas e generalistas, que pouco ou nada têm a ver com o país em causa, cuja força assenta praticamente sempre em grandes produções de palco. O tema deste ano, “I Can’t Go On”, é um perfeito exemplo de tudo isto que disse: uma canção bem produzida, que se ouve muito bem, que permanece na cabeça durante muito tempo, muito bem apresentada em palco e interpretada por um cantor que faz do charme o seu cartão-de-visita. De qualquer forma, não é uma canção genial; beneficia, contudo, deste terrível ano da Eurovisão, o que deverá bastar para terminar no top 3 da final. 17/20

Guilherme RuivoA Suécia volta em grande estilo este ano, depois daquele pop meio morno. Pode não ter um elemento minimamente sueco, mas isto é Suécia. Um grande tema comercial, que fica no ouvido com os primeiros acordes, bem defendida por um intérprete com uma imagem excelente e com uma apresentação em palco fenomenal. Tudo é perfeito nesta proposta. Apesar de todas as semelhanças com outras entradas suecas, esta tem algo que em 60 anos de história neste país no ESC, por vezes faltava: surpresa. Se no início parece que estamos a ouvir Fancy, o tema transforma-se numa composição e apresentação ao estilo do que um Justin Timberlake faria. E este é o elemento surpresa que já trouxe a vitória a este país seis vezes. Este ano, a Suécia tem mesmo grandes hipóteses de igualar o recorde da Irlanda. Se ganhar, desta vez será merecido. 20/20

João VeladaMais uma canção sueca dentro do pop eletrónico que não traz qualquer novidade. É algo melhor do que a canção secante do ano passado, mas ainda assim é um tema que não vai a lado nenhum e que apenas se serve da elaborada coreografia na tentativa de se valorizar. Por mim nem à final passava, mas, tratando-se da Suécia, é de se esperar um resultado no top 10 ou até mesmo no top 5. 08/20

Luís PereiraUma aposta uptempo da Suécia pouco original. fiquei novamente com a sensação que já ouvi esta canção algures. Julgo que, mais uma vez, a Suécia vai buscar muitos pontos à apresentação em palco, porque a canção… deixa muito a desejar. Sinceramente parece-me um tema demasiado corrente e repetitivo. 06/20

Maria Fernanda Fonseca“I Can’t Go On”, é a canção sueca. A apresentação também faz parte, e é mais um ano em que este país inova, e apresenta-se bem. Desde as interpretações, à sincronização dos gestos, tudo bem ensaiado numa descontração perfeita e simpatia. Não sendo uma canção que eu diga que é para vencer, é bastante orelhuda embora no que respeita a letra seja um pouco repetitiva. Uns meninos bonitos, dançarinos e vão passar à final. 18/20

Miguel MeiraComo sempre a Suécia aposta forte em toda a postura em palco. No entanto, não me parece que seja um tema magnífico com os que temos vindo a ter deste país. Robin Bengtsson interpreta o tema com garra, dentro do estilo pop mas é um tema que não cativa. Melodicamente é muito pobre e a letra também poderia ter muito mais conteúdo. Só a apresentação em palco é que transmite a força que esta canção precisaria. 15/20

Vasco da Câmara PereiraCanção pop uptempo, semelhante a tantas outras saídas da fábrica musical sueca. Considero Robin um Justin Timberlake wannabe, mas em versão mais fraquinha. Apesar de tudo isto, admito que não se trata de uma canção má: é mais do mesmo do tipo “nem aquece, nem arrefece”. Tenho no entanto de “tirar o chapéu” a quem idealizou a forma como se apresenta em palco: sem muitos gadgets, mas extraordinária. 13/20

Pontuação Média dos Jurados Convidados: 13.00 | Pontuação Média dos Jurados do Site Festivais da Canção: 13,89
Pontuação Total: 229 pontos | Pontuação Média de todos os jurados: 13,47
Intervalo de Pontuação entre: 6 e 20 respetivamente de Luís Pereira e Guilherme Ruivo

Fonte: Festivais da Canção

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