Cristina Roque, Helena Isabel, Mário Sereno e Sérgio Martins comentam “Amar pelos Dois”

Continuamos a publicar as mensagens que temos recebido sobre a canção portuguesa para o Festival Eurovisão da Canção deste ano, o tema de Luísa Sobral, interpretado por Salvador Sobral que se intitula Amar pelos Dois. Estamos a verificar uma enorme onda de apoio em torno do nosso tema e os comentários que temos recebido são prova disso. O tema composto por Luísa Sobral para o seu irmão está a emocionar e cativar a opinião pública.

Hoje publicamos mais quatro testemunhos, desta vez de Cristina Roque, Helena IsabelMário Sereno e Sérgio Martins.

Cristina Roque nasceu a 19 de Janeiro de 1966, no Porto. Aos 14 anos começou a cantar músicas brasileiras. Ficou conhecida por fazer parte durante alguns anos da banda do programa matinal da RTP, o Bom Dia, gravado no Porto. A convite também da RTP Porto representou Portugal no concurso Euro-Música, em Linz, na Áustria. A sua primeira participação no Festival da Canção data de 1992, com o tema A Tua Cor Café, de Marco Quelhas, que lhe valeu o Prémio de Interpretação. Voltou no ano seguinte com Quero Muito Mais de Ti, de Luís Filipe. Em 1994 foi convidada para interpretar alguns temas dedicados ao Porto e a Lisboa, nos espetáculos de intervalos das semifinais do Festival da Canção desse ano. Desde os anos 90 até à atualidade que Cristina Roque continua a tocar em bares, hotéis e atualmente é cantora residente no Casino de Espinho.
Fique com as palavras de Cristina Roque sobre a nossa canção:
“Amar Pelos Dois” foi uma canção que me surpreendeu muito pela positiva. Confesso que nas eliminatórias foi a única que ouvi até ao fim (vi gravação) e deixei-me envolver por ela e pela interpretação. Apaixonei-me pela genuinidade, simplicidade e sentimento dado ao tema.
Pensei de imediato que não é preciso muito “circo” para se fazer uma música e uma interpretação como “Amar pelos Dois”. Uma fórmula tão simples e de tão bom gosto. Para mim era sem dúvida a canção favorita para ganhar. Finalmente depois de muitos anos venceu uma canção que gostava.
Com a excepção dos primórdios do festival, verificou-se um fenómeno de popularidade nunca antes visto. Tenho a certeza que o Salvador Sobral vai honrar Portugal na Eurovisão com a sua interpretação e a irmã Luísa Sobral com a sua música.
Cristina Roque

Helena Isabel é uma mais conceituadas atrizes do nosso país. Nasceu em Lisboa, a 6 de Fevereiro de 1952. A sua carreira começou em 1965 quando pela primeira vez apareceu no programa Riso & Ritmo, mas só no início dos anos 70 ganha notoriedade ao participar no concurso Miss Portugal 1971. Nos primeiros anos integrou vários grupos teatrais. Depois disso seguiram-se uma série de peças de teatro, participações em filmes e nos anos 80 o destaque quando fez parte do elenco fixo dos programas de Herman José. É presença assídua nas telenovelas portuguesas, podendo ser vista atualmente em A Impostora, na TVI. Esteve presente como cantora quatro vezes no nosso Festival da Canção, a primeira delas em 1974, onde interpretou o tema Canção Solidão. Voltou em 1980 integrada no grupo As Alegres Comadres, onde cantaram Alegria em Mi Maior, não passando das semifinais. Nesse mesmo ano fez também parte do grupo S.A.R.L. e voltou a solo em 1983 com a balada E Afinal Quem És Tu, que alcançou o 3º lugar. Esteve ainda integrada no Quinteto Paulo de Carvalho, que em 1984 defendeu o tema (Já) Pode Ser Tarde. A sua última passagem pelo Festival da Canção data de 1986, como letrista do tema Uma Balada de Amor, que Fátima Padinha interpretou. Foi casada com Paulo de Carvalho e tem um filho: Bernardo Costa, conhecido como Agir.
Também ela não ficou indiferente à canção de Luísa Sobral e deixou-nos a seguinte mensagem:
Tive o prazer de assistir ao vivo à vitória de Salvador Sobral e de “Amar Pelos Dois”.
Foi uma vitória, a meu ver, merecida pois a canção é lindíssima e a interpretação é de uma sensibilidade que nos toca particularmente. Desejo que a Eurovisão saiba entender tudo isto e aceite que a música deve, acima de tudo, transmitir emoções.
Helena Isabel

Mário Sereno nasceu a 3 de Junho de 1972 em Lisboa e reside no Seixal. É músico e vocalista da banda Klássicos, onde atua por vários bares e discotecas. É também DJ e relações públicas. Foi um dos finalistas do concurso para novos talentos, Seleção Nacional e por isso participou no Festival da Canção 1995, interpretando o tema Vem Um Tempo, com autoria de Pedro Malaquias, Luís Fernando e Paulo Gonzo, onde obteve um 6º lugar.
Fique com as palavras de Mário Sereno acerca da nossa canção:
Olha eu adorei a música é acho que vamos fazer muito boa figura. O Salvador é um excelente intérprete e a música e o poema são brutais.  Acho que no futuro o nosso Festival da Canção deve de optar mais por divulgar o que de tão bom se faz em Portugal para mostrar à Europa e deixar de lado o modelo obsoleto que não nos representa.
Mário Sereno

Sérgio Martins nasceu no Porto a 19 de Dezembro de 1978 e desde os oito anos de idade que está ligado à música, primeiro estudando piano e depois como coralista do Orfeão do Porto. Continuou os seus estudos no Conservatório de Música do Porto. Durante a década de 90 participou em vários programas musicais como Cantigas da Rua (1997 – SIC), Casa de Artistas (1997 – RTP), Reis do Estúdio (1998 – RTP) e Chuva de Estrelas (1998 – SIC). Nesse ano é convidado para ser cantor residente do programa Cantigas de Maldizer, na SIC. Desde 1999 que participa como solista em várias obras de música de Câmara e também de oratória, em diversos eventos religiosos. No que toca a ópera já interpretou várias peças, tendo trabalhado inúmeras vezes no Teatro São Carlos. Pisou os palcos do Festival RTP da Canção em 2001, como elemento dos coros do tema Tu És O Ser, interpretado por Elisabete Soares. Participou na 3ª edição do programa The Voice Portugal, onde teve como mentora Marisa Liz, classificando-se em 3º lugar.
Fique com as declarações deste intérprete:
Pergunto-me muitas vezes, o que é uma música para o Festival Eurovisão! Se existe alguma fórmula para a vitória! E ao ouvir esta música, percebo que felizmente, o Festival ainda tem a oportunidade de ter e ouvir obras primas como esta. Quero agradecer à Luísa Sobral por ter composto esta música tão simples, mas tão pura, tão verdadeira, e com tanta qualidade. E quero agradecer ao Salvador Sobral por ser verdadeiro. Verdadeiro a cantar, genuíno, honesto, e sobretudo mostrar-nos a força que a qualidade musical pode ter. E isso tudo vê-se e ouve-se no olhar e na voz do Salvador. VERDADE!!!!! Sem gritos, sem baterias exageradas. Sinto orgulho IMENSO em ser Português, e ter este pedaço de céu a representar-me e representar-nos enquanto povo tão cultural e tão rico!
Vamos vencer a Eurovisão? Não sei, sinceramente. Mas acho que a vitória do bom gosto, da qualidade, do bom senso aconteceram a partir do momento em que venceram o Festival RTP da Canção. OBRIGADO. Sou um músico orgulhoso, e um português mais orgulhoso ainda.
Quanto aos descrentes, aos maledicentes, deixem-se de preconceitos, dispam-se de julgamentos bacocos, fechem os olhos e desfrutem do amor que esta música e interpretação trazem aos nossos corações e alma!
OBRIGADO!!!! ❤ ❤ ❤ ❤ ❤
Sérgio Martins

Agradecemos a Cristina Roque, Helena Isabel, Mário Sereno e Sérgio Martins a sua colaboração. Aceda aqui aos comentários já publicados anteriormente.

Fonte: Festivais da Canção | Depoimentos recolhidos por Miguel Meira

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