Esta Festa das Canções – O nosso painel comenta a canção de Chipre

O Chipre participa no Festival da Eurovisão desde 1981, tendo estado ausente deste certame em 1988, 2001 e 2014.
Desde que o sistema de semifinais foi implementado no ESC, o Chipre não conseguiu atingir a grande final em 2006, 2007, 2008, 2009, 2011 e 2013.
A melhor classificação obtida pelos cipriotas, no palco da Eurovisão foi dois quintos lugares em 1997 e 2004, por este motivo o Chipre esteve por duas vezes no Top 5.
Este ano o Chipre faz-se representar por Hovig Demirjian e pela canção Gravity, na primeira semifinal, a 9 de maio. É a canção nº 15.
Aceda aqui à nossa ficha sobre esta canção.

Comentários dos nossos convidados especiais à canção de Chipre:

Pedro SáÉ o problema do destaque…não me parece que tenha algo que faça lembrarmo-nos particularmente desta canção. Mediana a todos os níveis. Bland. 09/20

Sérgio Lourosa AlvesPode estranhar-se que esta seja a minha segunda música preferida desta seminfinal, mas desde que a ouvi pela primeira vez, o seu ritmo e a letra não me saem da cabeça. Talvez por ser um tipo de música pop que gostaria de interpretar na Eurovisão. Recentemente muitas músicas da Eurovisão utilizaram o conceito “Gravity”, mas nesta música eu efetivamente que podemos ser o ponto de gravidade de alguém. O refrão é muito poderoso e os arranjos musicais, quase que como a música estivesse a ser tocada ao contrário, trazem uma lufada de ar fresco à música pop. O único aspeto que lhe falta é um final mais apoteótico, ou diferente do resto da música. O cantor consegue cantar o tema de forma muito pessoal e muito bem. 19/20

Sofia Vieira LopesNão aprecio a canção e não lhe encontro elementos que a diferenciem de tantas outras que ouvimos por aí. Bastante repetitiva o que, para mim se torna muito cansativo. No final, ficou apenas a sensação de ter estado três minutos a ouvir sempre o mesmo. 10/20

Carluz BeloProdução musical dentro das linhas da contemporaneidade pop. O refrão deixa um pouco a desejar, dada a boa construção melódica que vem do momento anterior ao refrão. O vocalista acaba por ficar limitado pelo lado mais mecânico e repetitivo da canção. Poderia ganhar terreno se houvesse mais desenvolvimento melódico, com aposta em mais instrumentos melódicos. 11/20

João Ferreira Depois de em 2016, Chipre ter estado no meu top 3, “Gravity” vem alterar o seu domínio nos meus favoritos em 2017. E que diferença. “Gravity” tem dois problemas sérios. Um tema extremamente repetitivo, de tal maneira que se torna abusivamente aborrecido e uma fraca interpretação por parte de Hovig.
Sendo uma das músicas que mais cedo partiu para o conhecimento do público eurovisivo, tornou-se desgastante. Não antecipo nada de extraordinário em palco que me venha a fazer mudar de opinião sobre esta aposta, porque no final, este é um Festival de Canções e “Gravity” é uma canção que cansa.
Final? Não creio. 09/20

Jorge MangorrinhaAgarra-te à gravidade se não cais. 12/20

Nina PintoUm pop/rock, ”catchy” que marca pela diferença, com uma forte presença em palco. Parece-me certo na final. 16/20

Nuno Marques da SilvaO Chipre parece ter definitivamente abandonado a sua veia mais étnica que em particular especialmente apreciava. Esta “Gravity” não me convence de todo. É apenas mais uma canção. 06/20

Comentários dos elementos do site Festivais da Canção à canção de Chipre: 

João VeladaEsta ilha mediterrânica passou de rock para pop no espaço de um ano e desta vez traz-nos mais um tema bastante comercial. Não é de todo das minhas canções preferidas, mas também não desgosto dela. Com uma atuação ao vivo bem estruturada, poderá ser uma canção capaz de competir pelos lugares cimeiros, mas, caso assim não seja, poderá igualmente ser um fracasso. 13/20

Luís PereiraNão é má de todo mas é demasiado sueca e nada cipriota. Um tema nada especial nem original. Tenho a sensação que já ouvi isto antes. Pena!! 13/20

Maria Fernanda Fonseca“Gravity”, é um tema de refrão repetitivo, embora goste da musicalidade e da interpretação de Hovig. Porém, não acho que seja uma canção inovadora, e habilita-se a não passar à final por isto mesmo. Este país já teve melhores apresentações em anos anteriores. 08/20

Miguel MeiraO Chipre traz-nos um tema pop bastante bem interpretado por Hovig, que seguramente será um dos finalistas. Sonoridades entre o pop e o eletrónico, a fazer lembrar uma mistura entre Loïc Nottet e Aminata. Visualmente Hovig também está muito bem fazendo despertar sem dúvida muitos votos hormonais. 16/20

Vasco da Câmara PereiraCanção completamente pesada para o ESC e onde se vê a assinatura do “monstro” G:Son em todo o lado. Pop mid-tempo comercial, que fará as delícias de muitos seguidores do ESC. Apesar de já ter ouvido milhares de músicas iguais no festival, acho alguma graça a este “Gravity” 15/20

André Miguel GodinhoUma canção com um bom ritmo e que se pode destacar por ser diferente das restantes desta semifinal. Tem uma sonoridade atual e musicalmente é bastante poderosa. 14/20

Carlos PorteloUma canção que nada revela das raízes cipriotas, o que  é de lamentar, mas já começa a ser um clássico. Este tema vive muito do desempenho em palco do respetivo intérprete. Uma linha melódica que nos leva a aderir à primeira audição.
Poderá ser finalista, mas não tem argumentos musicais suficientes que permitam prever isso. Porém, garantidos estarão os 12 pontos da Grécia. 13/20

Gonçalo CoelhoA canção cipriota, que, em bom dizer, é uma canção sueca, é muito desinspirada e igual a tantas outras. Não sendo horrível, também não impressiona e não tem nada que a faça ficar na nossa memória mal termine. O compositor, Thomas G:son, já fez canções bem mais interessantes e competitivas do que esta, que não creio que vá deixar a tabela classificativa ao rubro. Não fosse a sua posição de atuação e o facto de estar numa semifinal com muitas baladas, diria que esta canção nem passaria à final. Contudo, dadas as circunstâncias, talvez o Chipre consiga a sua terceira passagem consecutiva à gala final. 08/20

Guilherme RuivoDesde o seu regresso em 2015, o Chipre não tem tido tido problemas em qualificar-se para a final e penso que também não o terá este ano. Um tema moderno, bem cantado e que definitivamente fica no ouvido, não fosse composto por Thomas G:son. Soa bastante a algo que ouvimos todos os dias, mas tendo em conta a posição no alinhamento e o espetáculo visual que se espera do Chipre, irá passar a semifinal, mas não vai longe na final. Recebe os 24 pontos da Grécia, alguns de Malta e pouco mais. 14/20

Pontuação Média dos Jurados Convidados: 11,50 | Pontuação Média dos Jurados do Site Festivais da Canção: 12,67
Pontuação Total: 206 pontos | Pontuação Média de todos os jurados: 12,12
Intervalo de Pontuação entre: 06 e 19 respetivamente de Nuno Marques da Silva e de Sérgio Lourosa Alves.

Posição País Pontos Média
Portugal 327 19,23
Finlândia 296 17,41
Bélgica 251 14,76
Austrália 246 14,47
República Checa 237 13,94
Geórgia 234 13,76
Suécia 229 13,47
Azerbaijão 224 13,18
Polónia 214 12,59
10º Albânia 211 12,41
11º Chipre 206 12,12
12º Islândia 205 12,06
13º Grécia 185 10,88
14º Montenegro 153 09,00
15º Moldávia 133 07,82

Fonte: Festivais da Canção

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