Márcia regressou aos palcos com grande concerto no Tivoli

Praticamente um ano depois de ter interrompido a digressão do seu último trabalho devido à gravidez, Márcia deu um concerto muito especial na passada quinta-feira, no Teatro Tivoli, em Lisboa. A cantora quis fechar o ciclo correspondente ao seu quarto álbum, “Quarto Crescente”, e iniciar simultaneamente um novo, que irá começar efetivamente em breve, com o lançamento de um novo disco.

Márcia prometeu um concerto especial e de facto assim o foi. Foram cerca de duas horas e meio de música e de muitas histórias que a cantora foi contando ao público, como se se tratasse de um encontro de amigos que há muito não se viam.

O alinhamento foi longo e dele constaram essencialmente canções do último disco, como A Insatisfação, Bom Destino, A Urgência, Ledo Sorriso ou Entre Nós. Esta última foi tocada ao piano, e Márcia assumiu-a como sendo a sua preferida. No entanto, temas de álbuns anteriores também foram recordados, como aliás teria de acontecer, dado que alguns deles são dos mais conhecidos da carreira da artista, como Deixa-me Ir (do álbum “Casulo”) ou A Pele Que Há Em Mim (Quando O Dia Entardeceu).

Márcia cantou também o seu mais recente single, Tempo de Aventura. O público acompanhou com palmas e os mais atentos à carreira da cantora já sabiam a letra de cor. Esquecida não ficou a canção que Márcia levou à primeira semifinal do Festival da Canção 2017. O tema Agora foi interpretado ao mesmo tempo que, num ecrã, passava o videoclip da canção. Márcia explicou que tem uma “relação de amor-ódio” com esta canção, o mesmo tipo de sentimentos que nutre pelo próprio Festival da Canção. Antes de cantar, elogiou Salvador Sobral e confessou que “ainda bem” que o irmão de Luísa Sobral foi o vencedor, pois tornou-se, no fundo, o “salvador” do histórico certame da RTP.

Luísa Sobral, que assistia descontraidamente ao espetáculo na plateia, foi chamada ao palco para um dueto improvisado com Márcia. Antes disso, uma forte salva de palmas foi a saudação dada pelo público à autora e compositora de Amar Pelos Dois.

Mas houve mais três convidados especiais, esses, sim, parte do alinhamento do espetáculo. O primeiro a entrar em cena foi David Fonseca, que cantou duas canções com Márcia, uma delas a balada Deixa Ser, um dos momentos altos da noite. Foi uma interpretação envolvente e emocionante destas duas grandes vozes, que muito tocaram o público. Mais tarde, Tiago Bettencourt subiu ao palco para, também ele, partilhar dois temas com a intérprete. Por fim, Samuel Úria, que também participou neste Festival da Canção, entrou de surpresa no palco para finalizar a canção Menina, tendo depois cantado ao lado de Márcia uma segunda canção.

Em momento algum faltou boa disposição e alegria, que coexistiram em harmonia com a profundidade das canções de Márcia e a sua voz inconfundível, quente e rouca. Foi um concerto intimista, quase com um caráter familiar. Márcia matou as saudades do palco e partilhou com o público essa alegria.

Fonte: Festivais da Canção

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