Esta Festa das Canções – O nosso painel comenta a canção de Itália

A Itália é um dos países pioneiros do Festival da Eurovisão e desde 1956 até à atualidade teve as seguintes ausências: 1981, 1982, 1986, 1994, 1995, 1996 e depois desde 1998 a 2010, inclusive.
A Itália venceu o certame por duas vezes: em 1964 com Gigliola Cinquetti e a canção Non ho l’età e em 1990 com Toto Cutugno e o tema Insième:1992.
A Itália teve 15 canções no Top 5 eurovisivo. Quando retomou, em 2011, as suas participações no ESC, a EBU atribui-lhe a condição de finalista, sendo um dos atuais Big 5.
Este ano a canção vencedora do Festival de San Remo foi Occidentali’s Karma por Francesco Gabanni que aceitou representar a Itália na Ucrânia.
Aceda aqui à nossa ficha para a canção italiana.

Comentários dos nossos convidados especiais à canção de Itália:

Sofia Vieira LopesNão aprecio a canção, mas percebo o que poderá ter de agrado ao público internacional. Cantada em italiano, as referências em inglês acabam por despertar a atenção. Na verdade, os meus sentimentos são muito dúbios relativamente a esta canção… Talvez depois de se “estranhar” talvez se “entranhe” à medida que vamos ouvindo. 14/20

Carluz BeloQue maravilha escutar o idioma italiano, nesta aventura de sons apaixonados! Estou perante um tema que sintetiza o espírito Eurovisivo na perfeição! Um sentido de humor inteligente e divertido na mesma canção, com grandes arranjos e detalhes musicais super cativantes. Nem parece verdade, mas é real! Itália anda ao rubro com esta mega canção e parece-me que o resto do globo não lhe vai ficar atrás. A canção não precisa de ser bilingue para ser entendida por toda a gente: O macaco fala por si! E o intérprete tem “a pinta” certa para fazer desta divertida reflexão sobre a contemporaneidade, a grande vencedora! 21 Punti, Miei Amici! 20/20

João FerreiraA grande favorita desde a vitória em San Remo, destacada em primeiro lugar nas casas de apostas e a clara vencedora entre os clubes oficiais de fãs, promete marcar de forma inequívoca o ESC 2017.
‘Occidentali’s Karma’ tem tudo para fazer furor no grande palco em Kiev. Mas o suficiente para ganhar a Eurovisão. A aposta italiana vem em linha com que o país tem feito desde o seu regresso. Apresentar-se em grande no grande certame europeu. O tema é inteligentemente construído, com uma produção muitíssimo bem cuidada e quer ganhar estrategicamente em palco.
Mas será 2017 um ano de canções que contem tudo e mais alguma coisa? Se assim for, Itália já ganhou, senão, poderemos chegar ao fim desta edição com Itália fora de um top 5. 
A ver vamos. Na minha opinião, reconheço a grande competência da aposta mas não para ser vencedora. Top 5 claramente. 15/20

Jorge MangorrinhaEscrevi-o logo no dia da vitória em San Remo: esta é uma grande e distinta canção. 20/20

Nina PintoA grande favorita deste ano que cativou desde muito cedo os fãs e media em geral. A verdade é que tem todos os ingredientes para ganhar ou ficar num lugar cimeiro. Uma canção completamente diferente de todas as outras, um refrão orelhudo que puxa pela interação com o público, alegre, uma letra muito inteligente pautada pela ironia, com uma mensagem forte e um cantor muito carismático. Esta canção não deixa ninguém indiferente.  20/20

Nuno Marques da SilvaAo que tudo indica parece ser o vencedor anunciado para este ano. E não há como negar que é de facto uma canção muito bem conseguida. Fica facilmente no ouvido e é a típica canção catchy. Na minha opinião o maior obstáculo às pretensões lusas. Karma portanto… 18/20

Pedro SáOK são os grandes favoritos. OK é catchy. OK que somos suspeitos porque conseguimos perceber a letra. Mas nunca achei grande piada a isto. E esta versão eurovisiva é muito, muito pior que a original. Então aquele corte a seguir ao primeiro refrão é um completo desastre…preferem arriscar a prescindirem do gimmick do Francesco com o macaco. E esse erro pode ser fatal. Ao que acresce que eu tenho as minhas dúvidas se o Leste vai gostar disto. Por outro lado, isto soa demasiado italiano…tal como o Lazarev soou demasiado russo o ano passado, razão pela qual acabou por não ganhar. Embora não me chateie nada se ganhar SÓ por ser a Itália. 14/20  

Sérgio Lourosa AlvesEis a possível vencedora do Eurovision Song Contest 2017, para o ano Roma 2018? Por mim sim! Desde o primeiro momento que ouvi esta música que não me sai da cabeça. A sua genialidade, inovação e qualidade são incontornáveis. A letra é magnífica, muito bem construída, com imensas metáforas e conceitos orientais/ocidentais talentosamente bem aplicados. O cantor tem um timbre peculiar, diferente e com uma “rugosidade” muito boa, sendo simultaneamente um ótimo intérprete. Toda a coreografia e o macaco presente em palco, estranho ao início, minutos depois começa tudo a fazer sentido, numa crítica ao próprio homem. A primeira versão da música, mais longa, era genial, pois tenho que pena que se tenha perdido a segunda estrofe, para mim a melhor, ainda que tivesse a menção à marca “Channel”, e optaram por manter instrumental de guitarra, opções… Itália tem-nos mostrado nos últimos anos excelentes músicas, vindas do famoso San Remo, e com uma qualidade acima da média. Deste modo, se for a vencedora, é mais que merecido. 20/20

Comentários dos elementos do site Festivais da Canção à canção de Itália:

Gonçalo CoelhoA mais que provável e justa vencedora deste ano! É uma canção forte, cativante, super memorável, que nos deixa com vontade de sair do sofá e começar a dançar! Ao mesmo tempo, tem uma letra muito inteligente, quase intelectual, que eleva ainda mais a qualidade deste tema. Francesco tem o chamado “pacote completo” – voz, imagem, carisma – e sabe perfeitamente como vender a canção. Não deixará ninguém indiferente e marcará, com certeza, esta edição da Eurovisão. Namastê, allez! 20/20

Guilherme RuivoEsta canção é a minha grande favorita, mas não pela versão de 3 minutos. O tema foi muito mal editado e perdeu muito, especialmente em termos de poema. Ainda assim, é uma proposta magnífica. É visível todo o trabalho por detrás da canção e como todos os aspetos se uniram excelentemente no produto final. É muito original, atrevida e provocante. Musicalmente é extremamente orelhuda. É impossível não ficar rendido nos primeiros acordes e literalmente não sai da cabeça. O intérprete, Francesco Gabbani, derrotou a grande favorita de Sanremo, Fiorella Manoia, e não foi por acaso. É um grande cantor. Sabe estar em palco e de certeza que não vai vacilar dia 13. Canta e dança em harmonia. Tem uma boa imagem e é carismático. A apresentação em palco, provavelmente irá colar-se bastante a Sanremo, mas resulta bem e é apelativa. Não a mudaria, talvez apenas acrescentaria um ou outro elemento surpresa, porque o macaco já não vai espantar ninguém. Relativamente a resultados… Itália é a grande favorita, mas também o foi em outros anos e outros países acabaram por vencer. Este ano, por todo o fenómeno que Gabbani e a canção se transformaram na internet, e pelo lado mais comercial da canção, mas ao mesmo tempo que também é capaz de agradar a jurados, talvez Itália consiga a sua primeira vitória em 27 edições. Ainda assim, como referi anteriormente, a canção perdeu muito com a versão de 3 minutos, portanto talvez Gabbani tenha exatamente o mesmo destino que Amir no ano passado e a Suécia acabe por vencer. 20/20

João VeladaQue me desculpem todos os que consideram esta canção italiana como o pináculo da criação musical, mas não consigo mesmo sentir o amor por isto. A única coisa a que acho piada aqui é a dança tão original do “macaco” que surge a meio da atuação, porque tudo o resto me causa alguma urticária. Porém, tal como a Suécia, a Itália não precisa de se esforçar muito para cair nas boas graças dos fãs da Eurovisão, portanto não me surpreende que seja candidata à vitória. 08/20

Luís PereiraInicialmente não gostei mesmo nada deste tema. Achei macacada a mais para uma canção. Mas… a quantidade de vezes que já ouvi esta canção habituaram o meu ouvido à sonoridade e sinceramente se não vejo o macaco até me agrada esta canção. Gosto muito do timbre vocal de Francesco Gabbani. 16/20

Maria Fernanda FonsecaFrancesco Gabbani e o seu companheiro “primata” arriscam-se a serem os vencedores deste Festival. Quando se diz que já não existem as ditas canções eurovisivas e que até já nem se usam, eu pergunto, o que é isto então?
A resposta encontro-a num tema muito bem estruturado, desde a letra, a música, a interpretação e a voz do cantor (rouca e italiana) que são fabulosas, assim como a postura de palco. Aquela posição da junção dos dedos – polegar com o indicador dizem tudo para quem entenda. A mensagem que o seu poema transmite assim como aquela interação com o primata, torna esta canção muito original e fica muito bem em todo este conjunto e presença deste país este ano. Afinal ainda existem as ditas canções festivaleiras, desde que sejam tão bem feitas como esta. Está apontada como sendo a possível vencedora. Eu digo que poderá ser.
   20/20

Miguel MeiraSe ao princípio não achei grande piada ao tema italiano no Festival de Sanremo, agora estou completamente viciado! A língua italiana é mágica, a mensagem transmitida faz todo o sentido e a melodia faz-nos logo dançar! Tudo isto envolto na voz maravilhosa do Francesco Gabbani, que tem sido sem dúvida uma revelação depois de ter vencido a categoria das Novas Propostas no ano passado! A Itália e a RAI estão de parabéns ano após ano, porque desde que voltaram só nos apresentam candidatos aos primeiros lugares! A arena vai vibrar e esperemos que seja este ano que a Eurovisão rume a terra italianas. 20/20

Vasco da Câmara PereiraUm país que mantém sempre a sua identidade musical e que não se deixa contaminar pelo pop a martelo sueco ou pelas ideias castradoras do senhor Björkman. Canção pop tipicamente italiana, muito bem construída e com uma letra fabulosa. A interpretação do Francesco também é uma enorme mais valia para a canção, do qual me tornei fã quando se recusou terminantemente a inserir às três pancadas umas frasezinhas em inglês. Para calar muitas vozes e fazer baixar a garimpa ao intragável Christer Björkman (que continua sem perceber que é uma das piores classificações de sempre do seu país), quero tanto que esta canção se sagre vencedora no dia 13. 20/20

André Miguel GodinhoA canção que pode dar a vitória a Itália! Uma paródia bastante inteligente, um cantor muito carismático e uma coreografia que todos vão querer aprender. Um verdadeiro caso de sucesso europeu. 18/20

Carlos Portelo – A Itália é a grande favorita à vitória segundo as bolsas de apostas e muitos charts. Estão na moda as ironias e paródias nas canções que por vezes não correm bem como aconteceu a Portugal em 2011. O cantor tem carisma e sabe disso, uma aposta forte por todas as razões evocadas que também foge à grande maioria das entradas dos outros países.
Direi mesmo que as canções que mais se afastam da grande maioria são as representantes da Bielorrússia, Itália e de Portugal. O italiano é o idioma que sempre sabe bem ouvir na Eurovisão, sendo um dos temas que nos lembra que estamos no Festival Eurovisão da Canção e não na final do Reino Unido. 16/20.

Pontuação Média dos Jurados Convidados: 17,62 Pontuação Média dos Jurados do Site Festivais da Canção: 17,56
Pontuação Total: 299 pontos | Pontuação Média de todos os jurados: 17,59
Intervalo de Pontuação entre: 08 e 20 respetivamente de João Velada e de Carluz Belo/Gonçalo Coelho/Guilherme Ruivo/Jorge Mangorrinha/Maria Fernanda Fonseca/Miguel Meira/Nina Pinto/Sérgio Lourosa Alves/Vasco da Câmara Pereira

Apresentamos o nosso ranking com as 20 canções nossas finalistas (saídas da primeira e segunda semifinais) acrescido das canções finalistas à partida, hoje já incluídas as canções da Alemanha, Espanha, França e Itália.

Posição País Pontos Média
Portugal 327 19,23
Itália 299 17,59
Finlândia 296 17,41
França 263 15,47
Bielorrússia 252 14,82
Bélgica 251 14,76
Hungria 250 14,70
Irlanda 247 14,53
Austrália 246 14,47
10º Estónia 243 14,29
11º Arménia 240 14,12
12º Bulgária 239 14,06
13º Holanda 238 14,00
14º República Checa 237 13,94
15º Israel 235 13,82
16º Malta 234 13,76
16º Geórgia 234 13,76
18º Suécia 229 13,47
19º Suíça 227 13,35
19º Eslovénia 227 13,35
21º Azerbaijão 224 13,18
22º Dinamarca 213 12,53
23º Espanha 166 09,76
24º Alemanha 156 09,18

Fonte: Festivais da Canção

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