ESC2017: Os comentários após o ensaio do Júri

SSobralO ensaio desta noite, ensaio do júri, já terminou e desta vez correu tudo normalmente no que respeita aos aspectos técnicos, ao contrário desta tarde que ainda apresentou uns contratempos embora ligeiros.
A concurso estão os vinte e seis países concorrentes, vinte oriundos das semifinais, dez de cada, mais os big five e o país anfitrião.

Um a um foram desfilando até chegar ao décimo primeiro país, Portugal. Se durante o ensaio da tarde Salvador aproveitou para brincar um pouco com o seu tema, tendo brindado os fãs e os media presentes com algumas variações na interpretação da sua canção, no ensaio do júri tal não aconteceu.
No final do primeiro ensaio de hoje Salvador pediu desculpas por não ter resistido a brincar com a canção e ter improvisado dizendo tratar-se unicamente de um ensaio.

Tal como vem acontecendo nos últimos anos o espectáculo abre com a apresentação/desfile de todos os intérpretes que se deslocam em direcção ao Green Room onde já se encontram os restantes elementos das respectivas delegações.

Israel, a apresentação em palco mantém-se a mesma da semifinal, tendo melhorado significativamente em termos vocais. A reacção no Press Center foi bastante positiva. Ainda assim parece-nos que ficará a meio da tabela.

Polónia, tal como na semifinal esteve bem é inegável a qualidade vocal da cantora mas não nos parece que consiga um lugar no top ten.

Bielorrússia, possível candidata a um top ten. Uma canção alegre com uma forte apresentação em palco reunirá alguma simpatia do televoto.

Áustria, é uma canção comercial aparentemente inofensiva mas muito bem interpretada e com uma apresentação em palco muito bem conseguida.

Arménia, fortíssima uma canção diferente de todas as outras, uma cantora muito carismática. Não restam muitas dúvidas que estará no top ten.

Holanda, uma canção que subiu a pique nas bolsas de apostas foi por alguma razão. As três irmãs dos Países Baixos são pura classe em palco. Uma das possíveis surpresas na final.

Moldávia, mais uma canção up tempo com uns laivos de jazz, bem recebida entre os fãs presentes em Kiev, a apresentação em palco tem tudo a ver com o ambiente da canção mas não nos parece suficiente para um lugar cimeiro.

Hungria, uma canção com uma mistura de pop, rap e étnico que casam na perfeição, muito bem apresentado em palco, onde tudo resulta, a indumentária, a bailarina cigana e a sua coreografia, a violinista, os leds, o fogo em palco nada disso é excessivo porque a canção assim o pede. Não fosse seguida da Itália que é um dos fortíssimos candidatos aos lugares cimeiros, estariam com um pé no top five.

Itália, a canção favorita, a par de Portugal, à vitória final. Um cantor carismático que esteve igual a si próprio. Uma canção divertida mas com uma mensagem forte. É certo que será pelo menos um top five.

Dinamarca, não há muito a dizer a respeito desta canção. Não sendo de todo uma das nossas favoritas, no festival há sempre surpresas sendo portanto imprevisível a sua classificação.

Portugal, se há ano em que merecemos a vitória é ESTE. O Salvador esteve brilhante no ensaio do júri e a reacção tanto na arena como no Press Center foi estrondosa. Lisboa 2018? SIM!!!

Azerbaijão, uma proposta pouco habitual tendo em conta o país que é e as suas prestações em anos anteriores. Uma canção alternativa, não é para todos os gostos, também não nos parece que convença o júri, mas o televoto é uma incógnita, poderá ter uma ajuda das comunidades turcas espalhadas um pouco por toda a Europa que não podendo votar no seu próprio país votariam no país irmão.

Croácia, provavelmente a maior surpresa da qualificação para a final. Este pop ópera é um conceito já gasto e mesmo podendo usufruir de algum “friendly vote” não chegará para obter o resultado que vá além do meio da tabela.

Austrália, a passagem à final da Austrália deveu-se com certeza ao júri. É uma canção banal e embora vocalmente tenha estado melhor do que na semifinal não nos parece suficiente para alcançar um bom resultado.

Grécia, uma canção aparentemente fraca, uma cantora sem grandes qualidades vocais, mas que ganha muito em palco com a “mise en scene”.

Espanha, com muita pena nossa este país irmão tem estado nas bolsas de apostas em último lugar. Não nos parece que fique em último. Seguramente que Portugal irá dar-lhe alguns pontos. Ainda assim ficará mal classificado.

Noruega, uma canção pop bem apresentada mas algo monótona. Não nos parece que obtenha um bom resultado.

Reino Unido, na nossa opinião irá ficar num dos lugares cimeiros. Uma cantora sólida, uma balada até um pouco banal mas que ganha imenso em palco. Muitos países deveriam tomar algumas notas de como apresentar a sua canção em palco.

Chipre, um pop rock bem cantado, bem apresentado. Ainda assim sem grande diáspora e com um único vizinho, a sua classificação para a final já por si foi uma vitória.

Roménia, um pop tirolês com rap pelo meio não é de todo do nosso agrado mas é um facto que parece agradar a muitos. A incógnita está na votação do júri.

Alemanha, uma canção que tem sido muito mal cotada nas bolsas de apostas bem como pelos fãs e pelos media presentes em Kiev. Não nos parece uma canção má de todo e até nos agrada bastante a apresentação em palco. Vocalmente está bem, estando tudo em aberto.

Ucrânia, a única canção assumidamente rock com uma apresentação em palco apropriada, contudo não nos parece que tenha força suficiente. Se não ficar mal classificada será por jogar em casa.

Bélgica, inicialmente uma das favoritas, chegada a Kiev a cantora Blanche foi apontada muitas vezes pela falta de carisma, parecendo pouco à vontade em palco, o que fez com que descesse consideravelmente tanto nas apostas como nas preferências dos fãs e media presentes em Kiev, ainda assim conseguiu o passaporte para a final. Durante os ensaios da final foi ganhando alguma confiança e melhorando a sua prestação. Parece-nos ter um lugar no top ten.

Suécia, a típica canção sueca, igual a tantas outras já apresentadas por este país. A apresentação em palco é sabido tem tudo a ver com a canção, bem conseguida, pensamos que com a ajuda dos países vizinhos e dos fãs deste género de canções conseguirá seguramente um bom resultado.

Bulgária, outra das fortes candidatas aos lugares cimeiros. A maturidade vocal de um cantor tão jovem é surpreendente. Moderna, uma apresentação em palco apropriada, tudo funciona bem nesta canção.

França, outra das favoritas dos fãs antes de vir para Kiev, acabou por perder força com a escolha, na nossa opinião, infeliz em ser cantada em duas línguas, a acrescentar a isso o facto da Alma não ter grande carisma e também se denotando algumas falhas vocais, não nos parece que consiga mais do que um lugar a meio da tabela, se tanto.

Fonte: Festivais da Canção
Autores: Nina Pinto | Luís Pereira
Foto: Daless DS

 

Um pensamento sobre “ESC2017: Os comentários após o ensaio do Júri

  1. “Austrália, a passagem à final da Austrália deveu-se com certeza ao júri. É uma canção banal e embora vocalmente tenha estado melhor do que na semifinal não nos parece suficiente para alcançar um bom resultado.”

    Hã?

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