Salvador Sobral e a nossa canção voltam a ser notícia no El País

Salvador_PrémioMais uma vez o El País dedica um dos seus artigos a Salvador Sobral e ao Eurofestival tecendo rasgados elogios ao nosso cantor, à canção portuguesa e à sua interpretação.

Diz o El Paíz que “Com o seu estilo desalinhado e o seu traje ultrapassado, Salvador Sobral era visto por muitos como um erro que não se encaixava na parafernália televisiva da Eurovisão. De alguma forma, na festa do extravagante, do brilho e do pop vazio, o bicho raro era ele”, referindo-se claramente à maledicência militante existente no meio eurovisivo.

Infelizmente não é só por lá que esperavam a derrota do nosso intérprete. Por cá também existiam profetas da desgraça, alguns deles com contornos de adivinhação chegando até a vaticinar que Portugal regressaria da Ucrânia com zero pontos e na sua opinião, muito bem merecidos. Enfim…

O El País refere ainda que se podem retirar algumas conclusões  da vitória de Salvador. Como por exemplo o triunfo da música sobre o espectáculo televisivo bem como o facto de ter colocado o foco sobre as questões artísticas há muito esquecidas em detrimento da moda e do interesse comercial.

A par destas conclusões dois dos grandes mitos, largamente difundidos por alguns fãs como receita própria, eficaz e infalível para se ganhar a Eurovisão, acabam por cair por terra; o mito da língua inglesa, onde os argumentos eram, o de ninguém perceber o que se cantava e ainda o facto da nossa língua lhes soar muito áspera. A verdade é que nem um nem outro têm mais sustentabilidade para continuarem como ingredientes mágicos da receita vitoriosa. Primeiro porque muitos de nós ouvimos algumas pessoas dizerem que a nossa língua era muito doce quando cantada e por outro lado apesar de não perceberem português Amar pelos dois reuniu em torno de si o mundo inteiro. Isto não esquecendo que na primeira semifinal a canção portuguesa foi a única, entre dezoito países concorrentes a ser interpretada na língua nativa.

Um dos maiores elogios que o El País faz a Amar pelos dois surge quando refere que a canção de Luísa Sobral encaixa directamente na essência daquilo que costumava ser a Eurovisão, um festival da canção popular europeia, um evento onde cada país se distinguia pela contribuição sonora e pelas letras deste rico mapa do velho continente.

Fonte: El País

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