Força Portugal, Força RTP – O olhar de Maria Fernanda à Final do ESC2017

Cara RTP:

Desta vez, para além dos meus maiores Parabéns pelo trabalho e empenho que este ano foi dado, quer ao nosso Festival da Canção, como na promoção Eurovisiva, digo que estamos perante um País Europeu cheio de virtudes, com tudo a correr de modo muito positivo a começar pelo nosso Presidente da República Prof. Marcelo Rebelo de Sousa, passando pela visita do Papa Francisco num sábado dia 13 de maio cheio de História para o Sport Lisboa e Benfica e para a RTP. 

Pela primeira vez este clube conquista em 113 anos de vida, a vitória no Campeonato Nacional quatro vezes seguidas – o Tetra -, e no final da noite a grande vitória europeia de Salvador Sobral em representação do nosso país no Festival da Eurovisão. A primeira vez em 49 anos de participações. 

A partir desta vitória fica prometido que daqui para a frente o Festival da Canção e o Eurofestival, não mais vão ser vistos e falados como até aqui, o povo vai passar a acreditar e a ver estes espetáculos de música de uma forma bem mais positiva. Chegou-se ao ponto em que a grande maioria das pessoas não viam aqui no país o Festival da Canção, o que me leva a dizer que este ano isso ainda aconteceu, mas diziam mal só porque tinha que ser assim. 

A partir da altura em que nas redes sociais e comunicação social se começou a mostrar a forma diferente de Salvador Sobral e da canção Amar pelos Dois, gerou-se a curiosidade, e a partir daí dada a grande popularidade e o destaque que de dia para dia ia aumentando a nível europeu, tudo se modificou e o povo começou a acreditar a ter curiosidade em saber como, e a Amar por Tudo e por Todos. 

Parece que se está vivendo um sonho, parece que há aqui um engano. Não pode ser tanta coisa boa neste país tão pequenino, banhado pelo Oceano Atlântico, que faz fronteira com Espanha, que é bem mais poderosa (dizem), clima simpático, boa gastronomia, o melhor pastel de nata que já se exporta para tantos sítios e dizem que são os melhores, para além do bom acolhimento que faz a todos quanto nos visitam e que todos dizem adorar e querem voltar. 

O resto da Europa parece estar a funcionar normalmente, na mediana, e nós por cá estamos imparáveis. Somos campeões da Europa de futebol. Temos o melhor jogador do mundo em futebol, temos Fátima para os crentes e vencemos a Eurovisão. Para quem pensava que o nosso prazo de validade se estava a finar, pois aqui estamos nós de luva branca na mão, prontos para mostrar ao mundo que somos tanto ou mais competentes que qualquer grande em qualquer parte do mundo.   

Parabéns RTP pela nossa vitória na Eurovisão, e agora com a nossa luva branca mas de mangas arregaçadas vamos todos ao trabalho. Um ano passa depressa, daqui a pouco cá os vamos ter todos, e vão ficar maravilhados com aquilo que vamos fazer, com toda a certeza. 

De um modo geral a forma como eu vi esta grande final de Kiev foi muito positiva. Sem grandes ostentações e luxos, o espetáculo foi feito com todas as canções a terem os seus décors de acordo com os seus gostos e temas, e não se deu por falhas e erros. Foi uma edição onde a grande maioria dos temas não tinham inovação, canções muito parecidas, muitos pop, muitos déjà vu, com poucos países a cantarem na sua língua mãe, muito inglês, começa a aborrecer a não descolagem desta língua que torna as composições muito parecidas e começa a não abonar nada a favor de quem concorre. 

A favor estiveram os visuais dos intérpretes que este ano estavam na grande maioria muito bem vestidos, as senhoras com lindos vestidos sendo as cores muito bem escolhidas aos temas e à fisionomia, assim como os masculinos que quase todos estiveram também muito elegantes e bem vestidos. 

Lamento o facto de não estar na grande final o tema Blackbird, da Finlândia, a maior injustiça desta edição, só esta canção na minha opinião era tão delicada e bela como a do nosso Salvador. 

Itália, Roménia, Croácia, Malta e Eslovénia eram aquelas que nos meus comentários anteriores dei a minha melhor pontuação e continuo com a mesma opinião. Todas as outras são as ditas “todas diferentes, mas todas iguais”, sem inovação, repetitivas, muita dança, variando apenas algumas grandes vozes e interpretações. 

Venceu a diferença, a simplicidade, mas o requinte e a doçura estava lá todo. Luísa Sobral, a autora desta pérola, também a ela lhe endereço os maiores Parabéns, foi dela que partiu o começo da nossa primeira vitória no Festival da Eurovisão. 

Ainda não ouvi dos nossos ditos cantores de primeira categoria, tecerem comentários a esta vitória, aqueles que diziam que só eles é que sabem trabalhar e fazer canções, que os compositores fazem as canções para o Festival em “cima da hora e no joelhos”, seria bonito aparecerem e darem os Parabéns aos manos Sobral pelo trabalho apresentado. 

Espero não me ter esquecido de algo neste comentário que já vai longo, contudo, mais uma vez refiro que eu não pedi para ser Portuguesa, mas foi aqui que eu nasci, é aqui que vivo, mal ou bem, para mim é o melhor País do Mundo. 

Força Portugal, força RTP, como colaboradora deste site Festivais da Canção, aqui estarei com todo o orgulho sempre atenta e a tentar “puxar” pela nossa música, os nossos compositores/autores e intérpretes, para que tudo corra pelo melhor com a verdade e seriedade com que sempre se trabalha neste site. 

Fonte: RTP, Festivais da Canção | Autora: Maria Fernanda Fonseca

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