A Música Portuguesa esteve em debate nos Prós & Contras com enfoque para a vitória de Portugal na Eurovisão

Que impacto terá a vitória de Portugal no Festival da Eurovisão na música portuguesa? Era a resposta que se procurava neste debate moderado por Fátima Campos Ferreira.

Carlos do Carmo começou por felicitar Luísa Sobral e teceu rasgados elogios a Salvador Sobral, tendo ainda realçado o papel da RTP na promoção e empenhamento da promoção da canção portuguesa. O cantor que representou Portugal em 1976 com Uma flor de verde pinho referiu que nunca viu, por parte da estação pública de televisão, uma apoio tão grande à participação portuguesa no Festival da Eurovisão.

Gonçalo Madail e Nuno Galopim explicaram o que esteve subjacente ao Festival da Canção 2017.

Tozé Brito referiu a importância da votação do júri que contribuiu na vitória de Amar pelos Dois e referiu que se fosse a escolha do público não seria esta a canção que nos representaria na Eurovisão e possivelmente não teríamos vencido o certame. Este compositor referiu o que há muito andamos a dizer: Portugal teria que ir à Eurovisão pela diferença, para ser bem sucedido e foi o que aconteceu.
Ainda sobre a questão do voto popular não ser o mais eficaz e o que não privilegia a qualidade Tozé Brito deu como exemplo o ano de 1976 onde, em seu entender, a melhor canção se classificou em 3º lugar, referindo-se a No teu poema da autoria de José Luís Tinoco. Curiosamente nesse Festival da Canção, onde Carlos do Carmo interpretou todas as canções a concurso Tozé Brito teve a concurso o tema Maria-Criada, Maria Senhora que se classificou em 8º e último lugar. Nesse festival designado como Uma Canção para a Europa a decisão coube inteiramente aos telespetadores que se manifestaram através de cupões publicados na imprensa da época (jornais e revistas).

José Cid disse que Salvador Sobral quando canta reflete a alma do país e afirmou que apesar de haver coisas muito boas nos anteriores Festivais da Canção, depois deste ano haverá duas fases distintas nos festivais a antes e a depois de Amar pelos Dois.

Miguel Ângelo lembrou a sua participação no Festival da Canção 1985 integrado nos Delfins com A casa da praia. Este cantor também salientou o papel importante da RTP na condução do processo Festival da Canção/Festival da Eurovisão.

Marisa Liz também destacou o papel da RTP neste ano e disse que deverá haver liberdade para criar seja em que estilo for, idioma ou com luzes e roupas que as pessoas desejem e sentem. Marisa Liz colocou um enfoque sobre o cantar em português, o que aconteceu sempre consigo desde o tempo dos Donna Maria, até aos Amor Electro.

Samuel Úria e Márcia foram compositores que participaram no Festival da Canção deste ano e falaram das relações de amizade que os une, tendo Márcia recordando os telefonemas que trocou com Luísa Sobral a poucos dias de terminar o prazo dado pela RTP para a entrega de originais.

João Carlos Callixto (RTP) disse que uma das consequências da vitória do Salvador Sobral será o de fazer ponderar a própria RTP em apostar num novo programa musical, tendo também referido que apesar de de algumas pessoas não verem o Festival da Canção conhecem os cantores e as canções que o Festival da Canção imortalizou.

Também foram convidados a expressarem a sua opinião Ricardo Ribeiro, Miguel Araújo, António Zambujo, Tiago Pais Dias, Vasco Sacramento e Hugo Ferreira, entre outros.

Salvador Sobral e a vitória da canção que Luísa Sobral compôs tiveram vários méritos até o de promover um debate alargado no Prós & Contras sobre a música portuguesa. Bem haja também por isso.

Fonte: Festivais da Canção

Um pensamento sobre “A Música Portuguesa esteve em debate nos Prós & Contras com enfoque para a vitória de Portugal na Eurovisão

  1. Foi interessante assistir ao programa e constatar que somos capazes de “produzir” música de qualidade, feita por gente nova que merece ser aplaudida. Gostaria no entanto que tivesse sido dada cobertura a um aspecto fundamental e que aparece DIVINAMENTE EXPLICADO, por quem sabe destas coisas e com isso mostrar ao grande publico como começar a ouvir a música com outros ouvido.
    Fátima Campos Ferreira deveria fazer um programa, todo ele em torno desta pérola em forma de video.

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