Mano a Mano com os irmãos Feist e os irmãos Rosado (Anjos) foi um espetáculo maior |exclusivo|

Mas o que é que eu posso escrever quando num mesmo palco a música portuguesa, aquela que pela sua qualidade atravessou décadas, passou de um século para outro e se prepara para ir para além de nós, foi servida com fantásticas orquestrações por grandes intérpretes e excelentes músicos?

Os grandes êxitos da música portuguesa, nomeadamente das décadas de 60, 70 e  80, foram homenageados pelas geniais, é este mesmo o termo exato, das orquestrações do maestro Nuno Feist que em palco dirigiu os músicos e os acompanhou ao piano.
As vozes foram as de Henrique Feist, Nélson Rosado e de Sérgio Rosado que interpretaram de um modo arrebatador tantos sucessos da nossa música. Estes três cantores transmitiram ao público a satisfação que sentiram em estar em palco a interpretar alguns dos grandes marcos da nossa música.
Os Anjos, conforme eles próprios referiram, saíram da sua zona de conforto e fizeram-no muito bem. No que se refere a Henrique Feist esteve com a garra interpretativa que desde o Cabaret lhe conhecemos e ontem esteve mesmo inexcedível.

O espetáculo começa com o 25 de Abril de 1974 e viaja no tempo, para antes e após este grande marco da nossa história. Queremos destacar alguns dos grandes pontos altos deste musical.
A homenagem a Ary dos Santos começou com o próprio poeta a declamar Estrela da Tarde no Festival da Canção 1976, seguindo-se a interpretação deste tema pelos três cantores deste espetáculo.
Neste lembrar Ary, Sérgio Rosado trouxe-nos Um homem na cidade e o seu irmão Nélson recordou Cavalo à solta. Eis que chega um dos momentos mais altos deste espetáculo que foi homenagear Ary Santos e Simone de Oliveira ao mesmo tempo com as mesmas canções. Henrique Feist interpretou Apenas o meu povo com a garra que esta canção pede e que a orquestração de Nuno Feist exige, seguindo-se a inevitável Desfolhada interpretada pelas três vozes deste espetáculo. O momento Ary dos Santos terminou com os Anjos e Henrique Feist a interpretarem a Canção de madrugar, mais uma vez, não podemos deixar de mencionar o excelente arranjo de Nuno Feist que compreendeu a mensagem do poeta e imprimiu a esta canção a força que uma canção de raiva precisa e os cantores estiveram irrepreensíveis (vídeo2).

O Festival da Canção (vídeo 4) teve um momento próprio que começou com A Festa da Vida, prosseguindo com a Tourada (Henrique Feist), Flor sem Tempo (todos), Playback (todos), No dia em que o rei fez anos (todos) e terminou com a frase final de Tourada: E diz o inteligente que acabaram as canções para introduzir Amar pelos Dois (todos).  Na verdade o inteligente (Salazar) estava redondamente enganado, as canções não acabaram e uma delas até ganhou este ano o Festival da Eurovisão.
Porém, entre a Homenagem a Ary dos Santos e o momento Festival da Canção, Simone de Oliveira, presente na assistência, foi surpreendida por uma homenagem, cujo porta-voz foi Henrique Feist e que pode ver no vídeo 3. Os espetadores que enchiam o Auditório do Casino Estoril levantaram-se para aplaudir a Diva da canção portuguesa.
Henrique nomeou o nosso site e a mim próprio a respeito de uma conversa que tivemos na tarde de ontem sobre o facto da primeira vitória portuguesa na Eurovisão ter estado iminente em 1969 quando a Desfolhada  foi considerada, pela imprensa acreditada em Madrid, a grande favorita à vitória. Os ensaios de Simone de Oliveira chegaram a ser interrompidos pelas palmas dos jornalistas presentes, os ecos de então chegados a Portugal, na época, eram os melhores e os portugueses sonharam que o ESC podia mesmo passar de Madrid para Lisboa.
Depois deste mega aplauso a Simone de Oliveira, Henrique Feist brindou-nos com a sua interpretação de Sol de Inverno, uma interpretação fantástica com a excelente orquestração de Nuno Feist.

Os Anjos recordaram alguns dos êxitos da sua carreira, a música norte-americana dos anos 80 também marcou presença neste mano a mano.

Um espetáculo que terminou esta tarde, mas que merece voltar.  Parabéns a todos os intervenientes. Foi bom recordar as magníficas canções, selecionadas para este musical, com as orquestrações únicas e atuais que Nuno Feist deu a estes temas, entregando-lhes a força e a atualidade que eles pediam. Por fim queremos mencionar as vozes de Henrique Feist, Nélson Rosado e de Sérgio Rosado que passaram para o público a satisfação com que estavam em palco a celebrar a música.

Fique com alguns destes momentos nos vídeos em baixo.

Fonte: Festivais da Canção

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