In Memoriam – Aos cantores felecidos do ESC e FC1990, 1991, 1992 e 1993

1990 / 1991 / 1992 / 1993

No culminar da Guerra Fria no início da década de 90, a UER teve que lidar com a explosão no número de potenciais países participantes, causados ​​pela dissolução do bloco de leste e da desintegração da Jugoslávia, que tinha sido o único país comunista a participar no concurso até 1992.

Em 1993 foi necessário uma fase de pré-qualificação, para os países que nunca tinham participado no ESC como nações soberanas. No entanto, esta foi uma medida “tapa-buracos”, já que claramente não seria uma solução sustentável para os próximos anos, porque não seria vista como uma oportunidade equitativa.

Em 1993 competiram nessa pré-seleção a Croácia, a Bósnia, a Hungria, a Eslovénia, a Eslováquia, a Roménia e a Estónia. Depois de uma votação extremamente renhida, acabaram por ser selecionadas as canções da Bósnia, da Croácia e da Eslovénia.

Dos diversos participantes no ESC de 1990 a 1993, cinco intérpretes já faleceram. Já dos concorrentes do Festival RTP dos mesmo anos, apenas dois cantores já não se encontram entre nós.

ESC 90

  • Turquia
  • Kayahan – 3 de abril de 2015 (66 anos) – síndrome de disfunção múltipla de órgãos

ESC 91

  • Dinamarca
  • Anders Frandsen – 1 de janeiro de 2012 (52 anos) – suicídio por inalação de monóxido de carbono
  • Noruega
  • Jan Grothe (Just 4 Fun) – 27 de agosto de 2014 (68 anos) – cancro

ESC 92

  • Itália
  • Mia Martini – 12 de maio de 1955 (47 anos) – cancro

ESC 93

  • Dinamarca
  • Tommy Seebach – 31 de março de 2003 (53 anos) – ataque cardíaco


Festival da Canção
 1990

  • João Paulo Pereira – 5 de outubro de 2016 (53 anos) – cancro

Festival da Canção 1993

  • Madi – 22 de outubro de 2015 (70 anos) – leucemia
  • João Paulo Pereira (Cid, Bragança & Cª)– 5 de outubro de 2016 (53 anos) – cancro

Através das palavras de Carlos Drummond de Andrade, homenageamos aqui estes cantores: Tenho razões para sentir saudades e tenho razão de te acusar. Houve um pacto implícito que rompeste e sem te despedires foste embora. Detonaste o pacto e a vida geral: a comum aquiescência de viver e explorar os rumos de obscuridade. Ao morrer deixas-te uma saudade imensa da tua voz e do teu canto. Não te ouço, não te adulo e não aprecio o teu talento. Acuso-te porque me deixaste sem sequer ter direito de indagar porque o fizeste, porque te foste. E à morte, a essa desprezo-a”. 

Fonte: Festivais da Canção

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s