A EBU aplicou uma pesada multa à estação de televisão ucraniana

Segundo o jornal Público a EBU decidiu aplicar uma multa à estação pública de televisão ucraniana, pelos sucessivos atrasos nos cumprimentos dos prazos estabelecidos para as diversas etapas e pelo facto da cantora que iria representar a Rússia ter sido impedida de participar.
Lembramos que a cantora russa Iulia Samoilova integrava uma lista de cantores proibidos de entrar na Ucrânia pelo facto de ter cantado na Crimeia já depois da anexação russa deste território.
Iulia Samoilova terá violado a lei ucraniana por ter cantado na cidade Kerch, na Crimeia, num espetáculo em 2015, tendo-lhe sido aplicada a sanção de proibição de entrar em território ucraniano durante um período de três anos.

A EBU justificou esta multa face ao impedimento da Rússia participar no ESC2017 e referiu à agência Reuters o seguinte Como resultado disto, as atenções foram retiradas da competição e reputação da marca da Eurovisão foi colocada em perigo… Por isso, o comité de direcção da competição recomendou que a UA:PBC (companhia nacional de radiodifusão pública da Ucrânia) deve receber uma multa substancial, em linha com as regras da competição.

O diretor da estação pública ucraniana, Zurab Alasania revelou que a multa é de 200 mil euros e que irá recorrer da decisão, tendo um prazo de 20 dias para o fazer. Chegou a especular-se que a Ucrânia poderia ser afastada do Eurovision Song Contest por dois a três anos, mas a decisão da EBU aponta no sentido da referida multa que ainda pode ser alterada face à contestação por parte da estação de televisão da Ucrânia.
Na verdade a decisão do impedimento da entrada da cantora russa na Ucrânia foi decretada pelo governo e a multa foi aplicada à estação de televisão que apesar de ser pública não podia contrariar a decisão governamental. Por isso coloca-se a questão da justiça moral desta medida.

No que se refere ao comportamento da Rússia a EBU apenas lhe deu uma advertência pelo facto de não ter transmitido o evento e por ter falhado algumas reuniões de chefes de delegação, tendo como atenuante o facto da sua intérprete ter sido impedida de entrar na Ucrânia.

O presidente da EBU, Frank Dieter Freiling, terá afirmado, segundo a BBC, que espera que a edição do próximo ano, a ter lugar em Portugal como resultado da vitória de Salvador Sobral, volte a unir as audiências e que todos os países possam participar.
Apetece-nos dizer que quanto a isso pode ficar descansado porque Portugal não tem qualquer diferendo diplomático e que nos caracteriza não discriminar ninguém e  quanto ao cumprimento de prazos e à capacidade organizativa primamos por honrar os nossos compromissos.

Fique com a canção que iria representar a Rússia que se intitula The flame is burning e na realidade a chama ainda queima…neste momento parece custar 200 mil euros à estação de televisão ucraniana.

Fonte: Jornal Público, Oikotimes

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