Festival da Canção 2019 visto por Vasco da Câmara Pereira

Em 2016, quando a RTP anunciou que iria parar um ano para repensar na sua participação no ESC, eu e a grande maioria dos portugueses não fez muito caso. Mas o que é certo é que, ao longo das últimas duas décadas, há um festival antes de 2017 e um festival depois de 2017.

Tudo mudou nestes últimos três anos e tudo mudou para muito melhor. Antes demais, a qualidade musical, depois o mediatismo mais ou menos acentuado dos participantes e em último lugar todo o espetáculo em si.

E este ano não foi exceção. Começo por referir a excelência dos apresentadores DA FINAL: Filomena Cautela é já uma megaestrela na Eurovisão e a cumplicidade que tem com o Vasco Palmeirim fez da apresentação do festival um momento excelente e único. Infelizmente, a aposta nos habitués nas semifinais já não foi assim tão acertada: lembrou os tempos antigos, os festivais pesadões e sem humor ou criatividade. Enfim, os festivais clássicos que se repetiam todos os anos desde 1964. Seria de excelência dispensar para o ano a Sónia, o Jorge, o Malato e todos os outros que apresentam este concurso como se de uma Praça da Alegria se tratasse ou de um outro programa da manhã ou tarde se tratasse… Há que deixar a apresentação do festival para quem sabe e para quem o faz bem!

Quanto ao número de abertura, não tenho palavras suficientes para descrever o grande momento de televisão que se viveu. Moderno, up-to-date, cheio de humor, muito bem coreografado. Enfim, um momento de televisão que poderia perfeitamente abrir o Eurofestival ou a cerimónia de entrega dos Óscares.

A apresentação das canções e as votações também foram momentos muito bons, que nos orgulham e que nos colocam ao nível do Melodifestivalen, a seleção de referência para o ESC.

Como apontamento menos positivo, refiro apenas a duração das ditas homenagens e as excessivas entrevistas aos participantes. Este continua a ser o tendão de Aquiles da RTP e um momento em que acabam por perder audiências. O Festival continua a ser um concurso extenso demais, que em certos momentos se torna um pouco maçudo e monótono, o que não abona num programa que se quer moderno, dinâmico e excitante.

Mas excessivas homenagens e duração extensa demais à parte, foi um festival fantástico, em que me arrisco até em dizer que foi ainda melhor que o do ano passado.

Fonte: Festivais da Canção

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