“Mundo A Mudar” pelos Madrepaz – os nossos comentários

À semelhança do que temos feitos nos últimos anos os elementos do nosso site irão comentar e pontuar, de 0 a 20, os 16 temas participantes no Festival da Canção 2019. Nos seus mais variados estilos as canções deste certame primaram pela diversidade e pela qualidade, e é de enaltecer o trabalho feito pela RTP em prol da música nacional dado que é o único programa / concurso onde são apresentadas músicas originais. Depois de termos comentados os temas que ficaram pelas semifinais, comentamos agora os oito temas finalistas.

Canção nº 6 – Mundo A Mudar – Madrepaz
Letra: Pedro Puppe | Música: Frankie Chavez
Classificação na Final – 4º lugar com 13 pontos
Classificação do nosso painel – 115 pontos

André Miguel Godinho – É sempre bom termos propostas destas no Festival. Com um som mais étnico, mais português, e neste caso muito bem cantada. A atuação em palco sendo simples marca a diferença, com a maneira como se caracterizam. 14/20

Carlos Portelo – Sempre que oiço esta canção sou transportado para os anos 70 e para as composições dos Intróito e ou do então duo Carlos Alberto Moniz e Maria do Amparo. Uma canção agradável, mas datada. O mundo está a mudar, concordo mas a sonoridade musical remete-me para o passado. Gostei de ficar a conhecer o grupo que sem a sua passagem pelo Festival da Canção, certamente, não chegaria tão rápido ao grande público. Uma banda simpática que me deixou o interesse em conhecer os seus projetos futuros. 12/20

Filipe Coelho – Frankie Chavez e Pedro Puppe escolheram os intérpretes corretos para esta canção. Esta foi a canção menos entendida pelo público, esta foi a canção que poderia sem dúvida ter-nos representado caso não fosse esta incompreensão. 18/20

Gonçalo Coelho – Efetivamente é uma canção interessante, que nos leva a recuar no tempo até aos anos 70 do século passado, mas está feita para ser consumida internamente e não para concorrer à Eurovisão. Aprecio muito a melodia e a harmonia das vozes, bem como a imagem da banda. No geral, foi uma finalista merecida, mas não merecia chegar mais longe. 15/20

Luís Pereira – Gostei! Sobretudo porque me transportou aos anos 70 e à musicalidade daqueles anos e de alguns cantores como por exemplo os Intróito. Gosto mas acho que no ESC seria completamente arrasada. Não conhecia este grupo. Fiquei fã. Parabéns. 15/20

Maria Fernanda Fonseca – Um tema com uma bonita sonoridade, fez-me lembrar as músicas anos 70/80 após 25 de abril, gostei da letra e da música, agradável a apresentação do grupo, era expectável que estivessem nesta final atendendo à fraca qualidade de algumas cantigas que haviam na segunda semifinal. Para vencer claro que não, contudo gostei de ver. 15/20

Miguel Meira – Para mim foi uma surpresa esta canção, dado que gosto bastante desta sonoridade folk, que me faz lembrar alguns temas americanos dos anos 60, 70 e que remetem para o universo dos índios e cowboys, tal como a própria imagem do grupo. Um tema importante é aquele que esta canção aborda na sua letra e que devemos estar atento, a todas estas mudanças que temos verificado no mundo e que põem em causa muitas vezes a liberdade! Parabéns aos Madrepaz pela interpretação e pela simpatia (vou continuar a seguir o vosso trabalho) e aos autores pela letra e pela musicalidade do tema. 15/20

Vasco da Câmara Pereira – A canção folk da noite. Apesar de normalmente gostar deste género e de música étnica, Mundo a Mudar não me aquece muito. Uma canção que não é boa nem má, que se ouve mas que se esquece logo a seguir. Os Madrepaz também são muito pouco marcantes e defenderam a canção sem alma ou sentimento. Não houve falhas vocais notórias, mas também não houve garra ou chama – todo muito mediano e pouco marcante. Um apontamento muito pessoal: achei de um péssimo gosto comparar o que se passa na Venezuela, na Palestina e na Síria – onde não existe democracia e onde o povo sofre profundamente – com o Brasil – que escolheu erradamente o seu presidente, mas que o fez de forma democrática e justa. Se este senhores não sabem, eu posso explicar: a Venezuela é uma ditadura violenta, a Palestina está ocupada de forma ilegal por Israel e a Síria está devastada por uma guerra civil sangrenta. O Brasil escolheu o extremismo, mas de forma democrática, demonstrando um cansaço extremo relativamente à corrupção que impera no seu sistema político. NADA A VER MEUS SENHORES! 11/20

Classificação geral:
MatayPerfeito – 146 pontos
NBCIgual A Ti – 141 pontos
3º Calema – A Dois – 122 pontos
Filipe KeilHoje – 120 pontos
Dan RivermanLava – 117 pontos
SurmaPugna – 116 pontos
MadrepazMundo A Mudar – 115 pontos
João CamposÉ O Que É – 113 pontos
Mariana BragadaMar Doce – 102 pontos
10º João CoutoO Jantar – 96 pontos
11º Mila DoresDebaixo do Luar – 90 pontos
12º Soraia TavaresO Meu Sonho – 74 pontos
13º Ela LimãoMais Brilhante Que Mil Sóis – 66 pontos
14º Lara LaquizO Lugar – 57 pontos

Fonte: Festivais da Canção

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