Faleceu a fadista Tereza Tarouca aos 77 anos

Tereza Tarouca nasceu em Lisboa a 4 de janeiro de 1947 e foi uma das maiores fadistas portuguesas ao longo dos anos 60 e 70. Foi considerada a menina prodígio dado que começou a cantar ainda muito pequena. Oriunda de uma família ligada ao Fado, dado que era prima de Frei Hermano da Câmara e prima afastada de Maria Teresa de Noronha era bisneta dos Condes de Tarouca, onde foi buscar o seu nome artístico, dado que se chamava Teresa de Jesus Pinto Coelho Telles da Silva. Começou a cantar em público aos 11 anos em espetáculos de beneficência e aos 13 anos estreia-se no Fado. O seu primeiro disco é editado em 1962, tinha ela 15 anos e a partir daí durante as décadas de 60 e 70 não mais parou de editar discos.

Trabalhou com grandes nomes de qualidade como D. António de Bragança, João de Noronha, Casimiro Ramos, João Ferreira Rosa, Francisco Viana, Alfredo Marceneiro, Pedro Homem de Mello, Maria Manuela Cid ou mais recentemente Tiago Torres da Silva. Ao longo da sua carreira atuou por todo o nosso país e também no estrangeiro em países como Dinamarca, Bélgica, Espanha, Brasil ou Estados Unidos da América. Alguns dos seus temas mais conhecidos são Meu Bergantim, Mouraria, Deixa Que Te Cante Um Fado, Saudade, Silêncio e Sombra, entre outras.

Foi uma das convidadas da primeira parte do Festival da Canção 1973, onde interpretou três fados, antes de Gilbert Bécaud cantar e antes de subirem a palco os 10 temas concorrentes. Esta é a única parte do certame este ano que sobreviveu ao tempo nos arquivos da RTP. Tereza Tarouca interpretou Cai Chuva do Céu Cinzento, Canção Verde e outro tema.

Em 1989 editou um álbum marcante na sua carreira intitulado Tereza Tarouca canta Pedro Homem de Mello. O ritmo da sua carreira foi abrandando na década de 90, tendo feito o concerto dos seus 33 anos de carreira com um grande concerto no Teatro Tivoli e mais tarde em 1996 no Coliseu dos Recreios. Em 1997 participou como atração de Fado na revista Preço Único, no Teatro ABC, no Parque Mayer, tendo voltado ao teatro alguns anos mais tarde em 2008 no musical Fado… Esse Malandro Vadio! de João Núncio. Nunca deixou de cantar, atuando em várias Casas de Fado, mas a partir da década de 90 foram cada vez menos as vezes que a vimos em palco ou na televisão.

Para além disso recebeu várias distinções ao longo da sua carreira como o Prémio da Imprensa em 1964 ou o Prémio Bordalo na categoria de Fado em 1965. Em 2013 foi feita comendadora da Ordem do Infante D. Henrique pelo Presidente da República Aníbal Cavaco Silva e nesse mesmo ano foi distinguida com o Prémio Carreira na 8ª edição dos Prémios Amália.

Faleceu aos 77 anos esta madrugada no Hospital São Francisco Xavier, com uma pneumonia dupla e a notícia tem deixado o meio artístico bastante triste. O corpo seguirá hoje pelas 17 horas para a Basílica da Estrela, em Lisboa. Na terça-feira de manhã, em hora e local ainda por confirmar, realizar-se-á o funeral da fadista, cujo corpo será cremado.

Desejamos a todos os familiares e amigos de Tereza Tarouca os maiores sentimentos e aqui lhe prestamos homenagem.

Fonte: Festivais da Canção

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