Carta Aberta de Agir a Joana Latino |Bloco 3|

Agir (FC2007) também não ficou indiferente aos comentários de Joana Latino no programa Passadeira Vermelha da SIC.
Para melhor compreender a indignação da classe artística passamos a transcrever as referidas declarações e depois a Carta Aberta de Agir à referida comunicadora-

Joana LatinoOs artistas em vez de fazerem tantos discursos miserabilistas, catastrofistas e de autocomiseração, deviam mexer-se. E um série desses artistas continuam a não se mexer e se calhar deviam olhar para este exemplo, desta equipa que teve uma trabalheira durante dois meses. Fizeram o inimaginável que foi transformar a adversidade na melhor coisa possível. Isto foi bombástico. Isto é que é ter amor à profissão e ter sentido de responsabilidade e de utilidade.

Carta Aberta de Agir a Joana Latino:

Carta aberta a Joana Latino
Querida Joana. Fiquei um pouco preocupado com o seu comentário de há dias onde, na sua opinião, a grande maioria da classe artística terá sido mordida pela mosca tsé-tsé e andará apenas induzida num coma de inércia. Esta preocupação vem de alguém que, regra geral, acha que o que se deve fazer é arregaçar as mangas e ir à luta. Mas ainda assim, quando referiu e bem, o exemplo de pró-actividade de Bruno Nogueira e de todo o seu “gang” de amigos, conhecidos e desconhecidos, disse também e passo a citá-la: “Os artistas em vez de fazerem discursos miserabilistas e catastrofistas de auto-comiseração deviam mexer-se… e olhar para este exemplo”. Pois bem, parece-me uma total falta de respeito e de noção até, achar que todos artistas se encontram em pé de igualdade com o inquestionavelmente talentoso Bruno Nogueira e que a única coisa que os separa é a falta de força de vontade e criatividade para não reclamarem tanto e fazerem-se à vida. Não é de todo intelectualmente séria tal conclusão. As pessoas tendem a achar que os artistas são estes seres privilegiados que enchem salas e recintos todos os dias e onde possivelmente eu também me incluo. Mas não, artistas são também e principalmente os grupos de teatro amador, as companhias de bailado, coreógrafos, pintores, artistas plásticos, escritores, argumentistas, guionistas, encenadores, realizadores, agentes, promotores, músicos, técnicos de som, de luz, roadies, câmeras, perchistas, produtores, maquilhadores, cabeleireiros, figurinistas, enfim a lista não acaba. A maioria das pessoas não faz ideia, mas a Joana, como jornalista que é, tem a responsabilidade acrescida de saber as dificuldades que este sector está e virá a passar. Acho que caiu-lhe muito mal, perante uma situação tão inesperada como esta e que economicamente falando ainda mal começou, opinar: Façam mais e falem menos. Espero vê-la com mais sensatez no discurso daqui para a frente. Os artistas (todos) agradecem.

Fonte: Facebook de Agir

 

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