Guilherme Santos em entrevista |exclusivo|

Guilherme Santos

Neste ano tão atípico para todos quisemos ouvir Guilherme Santos, o mentor e responsável pelo Eurovision Live Concert.
Esta festa tem sido ao longo de 11 anos consecutivos a grande festa eurovisiva portuguesa.
Este ano comemora-se o 11º aniversário do Eurovision Live Concert e teria lugar a 12ª edição deste evento que durante 11 edições consecutivas trouxe a Portugal muitos dos cantores que passaram pelos palcos eurovisivos e também do Festival da Canção.

Impunha-se ouvir Guilherme Santos, não só para fazer o balanço destas 11 edições, como também para saber do presente e do futuro do Eurovision Live Concert.

Esta festa nasceu em Setúbal e tem lá morado durante as 11 edições, uma edilidade e uma cidade que tão bem acolheram esta ideia dando o apoio necessário a que a mesma tenha podido acontecer
O nosso site acompanhou esta festa ao longo de todas as edições, sem exceção, promovendo cada edição e fazendo a cobertura integral das respetivas noites e também com reportagens nos seus bastidores.
Os espaços que acolheram as edições do Eurovision Live Concert foram o Auditório José Afonso (na grande maioria dos anos) e também o Fórum Luísa Todi.

Vamos passar a transcrever a nossa entrevista a Guilherme Santos deixando desde já o nosso agradecimento pela sua disponibilidade e colaboração.

Festivais da Canção:  A pergunta que se impõe e que muitos querem ver respondida: Face à proibição de Festivais de Música e projetos similares como ficará a edição de 2020 do Eurovision Live Concert, cancelada ou adiada?
Guilherme Santos: Cancelada Tive a noção exata de que não seria possível realizar o evento, dados os constrangimentos. O clima de incerteza, as dúvidas sobre como vai evoluir a situação, durante os próximos meses, levou-nos a concluir que não seria sensato realizar o Eurovision Live Concert em 2020.

FC –  O ano passado cumpriu-se a 11ª edição do Eurovision Live Concert com a vinda a Setúbal de cantores que participaram no Festival Eurovisão da Canção oriundos de variadíssimos países. Que balanço fazes destas 11 edições?
GS – Cada edição é sempre uma edição diferente… com mais ou menos sobressaltos, nunca consigo eleger a melhor ou a pior. 
Considero que o Eurovision Live Concert é, sobretudo, um momento de encontro e celebração desse evento tão grande e tão querido que é o Festival Eurovisão da Canção. 
O balanço que faço da edição do ano anterior é obviamente positivo.

FC – Tens em mente quantos países estiveram representados ao longo de 11 anos de festa portuguesa da Eurovisão?
GSAlém de Portugal, Islândia, Finlândia, Suécia, Irlanda, Reino Unido, Estónia, Lituânia, Letónia, Sérvia, Croácia, Bósnia, Montenegro, Macedónica do Norte, Roménia, Moldávia, Chipre, Grécia, Dinamarca, Itália, Malta, Espanha, França, Holanda, Bélgica, Bielorrússia, Azerbaijão, Arménia, Polónia, Luxemburgo, Turquia, República Checa, Israel… E assim, de repente, já não me recordo se alguma vez tivemos um representante da Áustria. 
Um dado que vale a pena sublinhar é que muitos desses países vieram várias vezes… Só a título de exemplo, Malta, Espanha, Chipre, etc. 
Como entendemos que o evento é um momento de encontro e partilha, em algumas edições optámos por voltar a convidar nomes que, embora já cá tivessem estado, gostaríamos de rever e, nessa linha, lembro-me por exemplo da Jelena Tomasevic (Sérvia), Hera Bjork (Islândia) ou Marija Sestic.

FC – A Câmara Municipal de Setúbal tem sido um apoio fundamental para a concretização do Eurovision Live Concert  receias que a mudança de pessoas ou mesmo do poder político na edilidade de Setúbal possa colocar em causa a edição de 2021 desta festa, na medida em que 2021 vai ser um ano de eleições autárquicas?
GS – Bom… Em primeiro lugar não acredito que possam existir mudanças significativas ao nível da gestão do Município de Setúbal. Refiro-me, obviamente à força partidária que, neste momento, faz a gestão do município.
De certa forma, nem acharia justo. O facto de a atual presidente da Câmara Municipal, Maria das Dores Meira não voltar a candidatar-se, introduzirá, seguramente, mudanças, desde logo ao nível do estilo de fazer política, mas isso será inevitável. 
No entanto, não acredito que a festa da Eurovisão, em Setúbal, possa ficar comprometida.  Mesmo que exista uma mudança radical e uma interrupção do ciclo político.

FC – Depois de Portugal ter acolhido em 2018 o Festival Eurovisão da Canção com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa, não estarão os responsáveis desta edilidade mais receptivos a um eventual apoio a uma festa eurovisiva, não constituirá assim Lisboa ser uma alternativa a Setúbal?
GS – É difícil responder a essa questão, pois não conheço as opções da CML. 
Acho difícil. E promover um evento destes em Lisboa… ganharia talvez na etiqueta, por se tratar de lLsboa, mas eu considero que continua a fazer mais sentido num ambiente mais pequeno.
Um evento desta natureza, numa cidade como lisboa, não poderia nunca realizar-se com uma equipa tão reduzida. Seria necessário perceber até onde estariam disponíveis para investir, o local onde se iria realizar e os meios que seria necessário mobilizar para levar um barco desses, em Lisboa, a bom porto. Por outro lado, sem o apoio da televisão, seria impossível. O que é certo é que a RTP nunca apoiou a festa de Setúbal.
Pode ter 1001 defeitos, mas é a única e uma das que se tem aguentado em toda a Europa, apesar dos poucos recursos.

FC – Deixa uma mensagem aos seguidores do Festival Eurovisão da Canção e particularmente aos habituais espetadores e colaboradores do Eurovision Live Concert.
GS – Aos “habituais espetadores e colaboradores do Eurovision Live Concert”, obrigado. É muito gratificante quando fazemos uma coisa destas, perceber que há pessoas que se deslocam, muitos até de outros países, para assistir à festa.
Este obrigado estende-se também aos que, nunca tendo feito nada de relevante na vida, não perdem tempo em lançar críticas ferozes, fazendo aquele papel do júri de bancada, cuja opinião conta pouco e só chateia. Obrigado a esses, porque muitas vezes também me divertem. 
Aos habituais colaboradores do Eurovision Live Concert… e não são muitos, deixo-lhes um abraço enorme e apertado de grande agradecimento e reconhecimento pelo trabalho, pelo empenho, pelas “camadas de nervos” que apanham todos os anos, e sobretudo por me conseguirem aturar.
Eles sabem que são… André Russo, José Carlos Garcia, João Paulo Ferreira, Nuno Valério, Paula Santos, Regina Pinto, Raquel Narciso… o meu filho e até mesmo vocês do “festivais”. Cada um, à sua escala, são importante e imprescindíveis para que isto se faça há 12 anos. 
Poderia referir aqui imensos nomes… porque não me esqueço deles … pessoas com quem começámos esta brincadeira… o Renato Duarte, A Nina Pinto o Hélder Inês, o Luís Pereira… tanta gente que voluntariamente ajudou e contribuiu para que ainda hoje estejamos a falar deste assunto e desta iniciativa. Obrigado.

Fonte: Festivais da Canção | Entrevista de Carlos Portelo

Um pensamento sobre “Guilherme Santos em entrevista |exclusivo|

  1. Olá. 🙂

    Já tivemos, sim, um representante da Áustria: o Nathan Trent (2017), por acaso bem simpático.

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